terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Vitamina K2, laticínios e saúde metabólica




Nos últimos anos, alguns estudos começaram a sugerir que existe uma relação entre os ossos e o metabolismo energético. Nesse caso, a relação seria mediada pela osteocalcina, uma proteína capaz de regular positivamente a densidade mineral óssea, direcionando e mantendo o cálcio no interior dos ossos.

A osteocalcina pode ser encontrada basicamente em duas formas: carboxilada ou descarboxilada. A carboxilação dessa proteína — ou seja, o acoplamento de grupos carbono à molécula — depende da ação da vitamina K, especialmente da vitamina K2*. E é justamente a forma carboxilada da osteocalcina que possui papel direto na regulação da densidade mineral óssea.

Quando existe uma deficiência de vitamina K2, o processo de carboxilação da osteocalcina não acontece como deveria. Com isso, a produção de moléculas carboxiladas de osteocalcina ainda acontece, mas boa parte delas acabam ficando descarboxiladas, com sua função prejudicada no que diz respeito ao metabolismo ósseo.

Apesar disso, nos primeiros estudos que exploraram o papel da vitamina K sobre a saúde metabólica, foi justamente a osteocalcina descarboxilada, mais prevalente quando há uma insuficiência de vitamina K2, que apareceu como um hormônio “do bem”. Até mesmo mais recentemente, pesquisadores continuam observando que, em estudos com animais, a osteocalcina descarboxilada seria um importante hormônio capaz de balancear o metabolismo energético, potencialmente prevenindo o ganho de peso e a síndrome metabólica.

Levando tudo isso em consideração, surge a pergunta: será que a suplementação com vitamina K2, assim como a ingestão de alimentos ricos nesse nutriente, ambos aumentando a concentração corporal de osteocalcina carboxilada, seria capaz de levar ao ganho de peso e à piora da saúde metabólica?


Vitamina K2 e saúde metabólica em humanos

Em 2011, veio o primeiro estudo a avaliar essa hipótese em humanos. Depois de 4 semanas, a suplementação com vitamina K2 (MK-4**, 30 mg/dia) levou a uma melhora na sensibilidade à insulina em adultos jovens e relativamente saudáveis.

No ano seguinte, em um ensaio clínico com duração de 3 anos, a suplementação com vitamina K2 (MK-4, 45 mg/dia) levou à manutenção do peso em mulheres pós-menopausa, enquanto que as participantes que suplementaram com placebo apresentaram ganho de peso. Já no começo de 2017, outro estudo de 3 anos, dessa vez com pessoas idosas, não mostrou diferenças na composição corporal entre aqueles que suplementaram ou não com vitamina K***.

Agora, no começo de 2018, mais um ensaio clínico com 3 anos de duração foi publicado. Nesse trabalho, a suplementação com vitamina K2 (MK-7**, 180 µg/dia) não levou a alterações significativas na composição corporal. Porém, nos participantes considerados como mais responsivos, com maior elevação nos níveis corporais de osteocalcina carboxilada, a suplementação com vitamina K2 levou à redução na gordura abdominal e na gordura visceral.

Olhando para esses estudos, uma coisa fica clara: a ingestão de vitamina K2, assim como o aumento na concentração corporal de osteocalcina carboxilada, não parece afetar negativamente a composição corporal ou a saúde metabólica em seres humanos. Inclusive, considerando os melhores cenários, o que se observa é um efeito positivo da suplementação de vitamina K2 nesses parâmetros, até agora com resultados mostrando melhora da sensibilidade à insulina, prevenção do ganho de peso e redução na gordura abdominal e visceral.

Isso tudo contraria o que foi observado nos estudos com animais até o momento, os quais sugerem que a osteocalcina descarboxilada, mais presente em casos de insuficiência de vitamina K2, seria um fator positivo para a manutenção da saúde metabólica. Esse é um exemplo claro de por que precisamos de estudos com pessoas para realmente entendermos como se dá a relação entre os nutrientes, os alimentos e a nossa fisiologia. Muitas vezes os resultados observados em estudos com células ou animais simplesmente não se aplicam ao que de fato acontece com seres humanos.

(Ainda assim, estudos mais recentes com animais estão mostrando o mesmo que os trabalhos com seres humanos, ou seja, que a vitamina K2, e por consequência a osteocalcina carboxilada, parece ser importante para uma saúde metabólica equilibrada.)


Laticínios e saúde metabólica

Nos últimos anos, muitos e muitos estudos têm mostrado que o consumo de laticínios está associado a uma boa saúde metabólica. Alguns exemplos:


Os resultados verificados nesses estudos de revisão são bem consistentes. Por isso, embora não tenhamos dados tão sólidos nos ensaios clínicos que exploram essa temática, é bem possível que a associação entre laticínios e saúde metabólica represente uma relação de causalidade.

Como existem muito mais evidências de estudos observacionais que exploram esse tema, ainda não é possível afirmar com tanta certeza que o consumo de leite e derivados realmente leva a um impacto direto sobre uma boa saúde metabólica. Mas suponhamos que exista, de fato, uma relação de causalidade. Qual seria a explicação?

Nos últimos anos, com cada vez mais estudos sugerindo efeitos metabólicos positivos a partir do consumo de leite e derivados, várias hipóteses surgiram. Algumas evidências apontam para um efeito das proteínas do leite em geral, outras apontam para um efeito de peptídeos específicos. No caso dos laticínios integrais, temos ainda o ácido linoleico conjugado (CLA) e os ácidos graxos de cadeia ímpar (ácido decapentaenoico e ácido decaheptaenoico) como possíveis mediadores dos efeitos benéficos sugeridos.

E, realmente, todos esses fatores podem estar envolvidos.

Mas por que não a vitamina K2?

Ninguém até agora tem falado sobre como a vitamina K2 poderia ser um fator alimentar importante para a manutenção de uma saúde metabólica adequada. Se esse for o caso, os laticínios também seriam. Especialmente os queijos, iogurtes e outros derivados fermentados (como o kefir), porque é durante a fermentação dos laticínios, por ação bacteriana, que a maior parte da vitamina K2 nesses alimentos é produzida.

Saber que os laticínios e a vitamina K2 contribuem para nossa saúde metabólica já é suficiente. Entender como isso acontece é secundário, mas não deixa de ser interessante.

E como é bem possível que perguntem, as melhores fontes de vitamina K2 são: nattō, fígado, queijos duros, queijos moles, ovos e carne escura de aves (coxa, por exemplo).


*A vitamina K1 é a forma que quase todo mundo se refere ao falar sobre vitamina K em geral, presente principalmente nos vegetais folhosos de cor verde. A vitamina K2, por outro lado, é mais difícil de encontrar nos alimentos e é encontrada principalmente em alimentos fermentados.

**MK-4 e MK-7 são as duas principais formas de vitamina K2 nos suplementos.

***No estudo de 2017, a suplementação foi com vitamina K1. Tendo em vista que a vitamina K2, e não K1, é o nutriente que tem papel crucial na carboxilação da osteocalcina, esse estudo acaba não sendo tão relevante para a nossa discussão. De qualquer forma, fica a menção.


***
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130 comentários:

  1. Mais um excelente texto. Parabéns pela clareza.

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  2. Boa noite. Gostaria de saber se procede a história do Dr. Weston Price que havia feito expedições e descobriu que o padrão alimentar de povos saudáveis tinha mais vitaminas lipossolúveis e minerais, e ele identificou o fator ativador X, e que depois de 62 anos ( 2007 ) foi descoberto que esse fator ativador X é a vitamina K2. Quem contou essa história é o Dr. Lair Ribeiro.
    Poderia me dizer se isso é verdade ou mentira???
    Obrigada

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    1. Olá.

      É mais ou menos por aí, mas não exatamente. As duas formas de vitamina K (K1 e K2) foram identificadas ao longo anos 1930. Mas, como elas foram descobertas num contexto em que sua deficiência causava problemas de coagulação sanguínea, considerou-se que as duas vitaminas tinham a mesma função, e estavam relacionadas apenas ao processo de coagulação.

      Mais ou menos na mesma época, ao estudar várias populações pelo mundo e também em sua prática clínica, Weston Price notou que existia um componente, em alguns alimentos, que contribuía positivamente com a saúde óssea. A esse componente ele deu o nome de Ativador X. Mas só muitos anos depois chegou-se à conclusão de que o Ativador X seria a vitamina K2, devido a sua presença em determinados alimentos (de origem animal) e a sua função no metabolismo ósseo.

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  3. óleo de canola é gordura trans? e o de soja?

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  4. Olá.

    Não, esses óleos não são gorduras trans propriamente ditas. Porém, alguns estudos já mostraram que a extração desses óleos refinados, por se tratar de um processo intensivo que utiliza temperaturas muito elevadas, pode levar à formação de gorduras trans neles.

    A quantidade de gorduras trans que pode estar presentes nos óleos refinados, como de soja e canola, é pequena quando comparada à concentração de gorduras trans nas margarinas e nas gorduras que geralmente são utilizadas em produtos industrializados.

    De qualquer forma, os óleos vegetais refinados continuam sendo potencialmente problemáticos, pois possuem resíduos químicos e aldeídos tóxicos, também provenientes do intensivo processo de extração.

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    1. Entendi.Porque eu li que gordura trans é sinônimo de hidrogenada. Então fiquei confuso.
      O nutricionista Luciano Bruno indica pelo instagram óleo de oliva (não extra-virgem) e óleo de coco com moderação.
      Vc está de acordo?
      Obrigado

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    2. Na prática, gordura trans é sinônimo de gordura hidrogenada. Mas óleo vegetal não é sinônimo de nenhum dos dois, embora possa contar gordura trans em sua composição.

      Para cozinhar, os azeites de oliva virgem e extravirgem, assim como o óleo de coco, estão entre as melhores opções. A desvantagem de usar o azeite de oliva extravirgem é que, devido ao calor, você perde parte dos compostos potencialmente benéficos contidos nele; mas seu uso não traz problemas.

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  5. O Lair Ribeiro diz que o azeite não é interessante fritar porque o ácido oleico pode virar elaídico, e esse seria gordura trans
    É mentira isso também?

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    1. Teoricamente, o ácido oleio submetido a elevadas temperaturas até pode ser convertido em ácido elaídico, que é justamente o "correspondente" trans do ácido oleico. Mas isso não acontece com o azeite de oliva por dois motivos: 1) a temperatura e o tempo de exposição geralmente não são suficientemente prolongados; 2) principalmente no azeite extravirgem, os compostos fenólicos protegem as moléculas de ácidos graxos, incluindo o ácido oleico.

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    2. Muito bom saber! Então mesmo que seja fritura, mas se for rápida, pode ser usado sem medo.
      Obrigado, João.

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  6. Excelente texto.
    Existe algum exame para detectar os níveis de K2 no sangue?
    Existe dose segura para tomar sem saber se há deficiência real?

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    1. Olá.

      Até onde eu sai, ainda não existem testes para aferir diretamente os níveis de vitamina K2 no sangue. Medir a carboxilação de osteocalcina poderia ser uma alternativa razoável, mas até onde sei ainda é um teste restrito à área de pesquisa.

      Parece ser difícil haver toxicidade por excesso de vitamina K2, uma vez que doses diárias acima de 40 mg (miligramas) geralmente não causam efeitos adversos em estudos de médio ou longo prazo. E 40 mg/dia é uma quantidade bem elevada, tendo em vista que a necessidade diária para manter níveis adequados no corpo provavelmente é inferior a 100 ug (microgramas).

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  7. Bom dia.
    Vc tem algum texto como este que aborde o Kefir ou Kombucha?
    Ou mesmo os probióticos?
    Comprei em capsulas mas fiquei sabendo que perdi porque não os coloquei na geladeira.
    Esses probioticos tem que serem refrigerados?
    Obrigada. Camila Vaz

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    1. Olá, Camila.

      Tem um texto sobre kefir no blog:

      http://cienciadanutricao.blogspot.com.br/

      Os suplementos de probióticos podem precisar ou não de refrigeração, variando de produto para produto. As informações relativas a isso geralmente vêm junto com o produto.

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  8. Uma dieta hiperlipídica, normoproteica e hipoglicídica pode causar hipoglicemia? Quero começar a fazer essa dieta junto com a minha prima que é nutricionista mas formou agora.
    Na internet vejo muitas controversas... Essa dieta é a mesma coisa que cetogenica? 10% de carboidrato é muito pouco?

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    1. Olá.

      Sim, considerando a distribuição de nutrientes, essa dieta provavelmente estaria dentro do que chamamos de dieta cetogênica.

      A maioria das pessoas consegue ficar bem com 10% de carboidrato na alimentação, mas apenas experimentando por conta própria é que você poderá afirmar se, no seu caso, essa quantidade é suficiente para você. De qualquer forma, uma dieta com pouco carboidrato dificilmente causa hipoglicemia, a não ser que a pessoa já possua uma forte predisposição.

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  9. Excelente texto, como de costume.
    Aproveito a oportunidade para perguntar: alguns estudiosos afirmam que a dieta cetogênica prejudica o rendimento em atletas endurance porque não vai ter carbo e tal... Só que dando uma estudada recentemente, através de artigos, só vi respostas metabólicas interessante, bem como o maior nível de lipólise.

    Vc tem opinião formada? Tem experiencia com dieta cetogênica?

    Valeu

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    1. Olá.

      O resumo de dietas cetogênicas em exercícios de endurance é: ocorre um aumento da lipólise, mas em quase todos os casos estudados até o momento (um número razoável, mas ainda limitado) não parece não haver uma melhora do desempenho. Mas geralmente também não há piora do desempenho.

      O maior problema é que, apesar de haver um número razoável de estudos até agora, eles ainda exploraram pouco das inúmeras possibilidades que existem para serem exploradas. Ainda precisamos entender melhor como os inúmeros fatores envolvidos se comportam nas mais diversas situações, tais como: duração da dieta, diferentes composições de dieta, refeições pré e intra-competição, diferentes tipos de exercícios de endurance.

      Mas o futuro pode ser promissor. Já existem, por exemplo, estudos mostrando que a suplementação de corpos cetônicos exógenos parece melhor a performance em alguns casos, o que sugere que uma dieta cetogênica também poderia exercer efeitos positivos. Particularmente, imagino que no futuro iremos saber em quais cenários as dietas cetogênicas podem apresentar vantagens em relação a dietas convencionais. Mas até agora não podemos falar muito sobre benefícios no que diz respeito a desempenho.

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  10. Oi, boa noite.
    Poderia me esclarecer ou recomendar alguma leitura para o meu entendimento das diferentes formas de suplementação energética?
    D-ribose..... maltodextrina.....dextrose..... glicose??

    Já vi um médico cardioçlogista famoso recomendar Magnésio e D-ribose para a saúde cardíaca. Mas o mesmo fala que glicose faz mal. No final não são as mesmas coisas?

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    1. Olá.

      Seguem alguns estudos de revisão que falam sobre a influência de diferentes tipos de carboidratos sobre o desempenho físico. Se não conseguir acesso ao pdf, pode entrar em contato comigo por e-mail que talvez eu possa ajudar.

      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21846165
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20574242
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15212750
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26373645
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24951297

      Existe uma diferença básica entre glicose (dextrose), frutose, maltodextrina, sacarose e D-ribose. Com exceção do último, todos outros fornecem, direta ou indiretamente, moléculas de glicose ou frutose para o corpo utilizar como substratos energéticos.

      Por outro lado, embora a D-ribose também participe do metabolismo energético, ela não atua diretamente como um substrato energético. Um exemplo: ela participa da formação de moléculas de NAD, importante coenzima em todas as etapas das vias de produção de energia no corpo. O magnésio também atua em etapas importantes das vias energéticas do corpo, embora também não seja um substrato energético.

      É por isso que as duas substâncias são importantes para a saúde do coração, que pode estar com sua função prejudicada não pela falta de substratos energéticos, mas sim pela insuficiência de outros componentes essenciais que auxiliam na conversão dos substratos energéticos em energia utilizável pelas células (ATP).

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  11. Esse número assustador de doença autoimune que vem sendo diagnosticada não se deve apenas pelo aumento de exames. Mas sim pela dieta inadequada. E não, não foi o Lair Ribeiro que me disse, é a ciência.

    fonte:
    - Lerner A, Matthias T. Changes in intestinal tight junction permeability associated with industrial food additives explain the rising incidence of autoimmune disease. Autoimmunity Reviews 2015. 14 479–489.

    - Mori K, Nakagawa Y, Ozaki H. Does the gut microbiota trigger Hashimoto’s thyroiditis? Discovery Medicine 2012. 14 321–326.

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    1. Anônimo,

      Ambos os artigos são peças de opinião, que não provam nada, apenas levantam hipóteses.

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  12. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5435852/figure/fig1/

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  13. 1 grama de proteína e carboidrato tem 4 caloria, e 1 grama de lipídio tem 9 caloria. Certo?

    Poderíamos concluir que gorduras são melhores formas de combustão energética ou não? Existe um dogma de dizer que carboidrato é o mais utilizado, talvez por ser constituido de glicose? que é facilmente metabolizada e os ácidos graxos precisariam de L carnitina pra beta-oxidação?
    Falei muita besteira?

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    1. Olá.

      Do ponto de vista da eficiência, as gorduras são melhores fontes de energia do que os carboidratos e as proteínas.

      Os carboidratos geralmente são os mais utilizados porque a alimentação da maioria das pessoas possui proporcionalmente mais desse nutriente do que gorduras ou proteínas. Mas isso depende da dieta de cada indivíduo. Como regra, uma pessoa numa dieta low-carb, por exemplo, consome mais calorias provenientes de gorduras do que de carboidratos.

      O quanto cada substrato energético é utilizado depende principalmente do quanto é ofertado para o organismo, assim como depende da frequência das refeições, da quantidade de cada substrato e dos estoques no organismo. A questão da cartinina (parte da enzima carnitina-palmitoil transferase) e de como os ácidos graxos são metabolizados possui certa relevância, mas depende muito do contexto e de alguns detalhes um pouco mais complexos. No geral, como mencionei acima, a quantidade ofertada (ingerida) de cada nutriente é o que determina o quanto cada substrato vai ser utilizado, especialmente no caso de carboidratos e gorduras.

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    2. Olá. Vou fazer uma pergunta fora do tema, se puder me responder ficarei satisfeita.
      Qual a diferença de indol 3 carbinol e di-indol metano?

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    3. Vegetais como brócolis, couve, repolho e mostarda compõem um grupo chamado de brássicas. E essas hortaliças são ricas em substâncias denominadas glicosinolatos.

      Existem diversos tipos de glicosinolatos. Os mais famosos são os isotiocianatos, especialmente o sulforafano. Mas outro glicosinolato importante é a glicobrassicina, que por sua vez pode ser convertida em indol-3-carbinol e 3,3'-diindolilmetano.

      Tanto o indol-3-carbinol como 3,3'-diindolilmetano são estudados principalmente como compostos que possuem potencial anti-câncer. O diindolilmetano é simplesmente um subproduto do indol-3-carbinol; ou seja, este último pode ser diretamente convertido no primeiro.

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  14. Boa noite, João.
    Em relação a K2, existe indicação para coronariopatas?
    Pacientes com placas calcificadas podem se beneficiar no uso da K2?

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    1. Olá.

      A princípio não há contraindicações para pessoas que possuem problemas cardíacos ou circulatórios. Inclusive, assim como o seu comentário sugere, pessoas com risco aumentado para esses problemas tem até chance de melhorarem o quadro. Justamente porque a calcificação que ocorre nos vasos sanguíneos (nas placas, mas também em outras estruturas dos vasos) é parte do processo patológico de diversas doenças circulatórias.

      Os estudos relacionando vitamina K2, regressão/estabilização de calcificação e redução no risco cardiovascular ainda são relativamente novos. Mas já temos resultados promissores, mostrando que uma maior ingestão de vitamina K2 está associada a um menor grau de calcificação e a um menor risco cardiovascular.

      Considerando que o maior consumo ou a suplementação de K2 a princípio não representam riscos à saúde, tudo indica que pensar nessa vitamina é uma ideia interessante a se considerar. Mesmo que a regressão da calcificação seja difícil (muito possivelmente é), a simples não progressão já seria algo muito bom.

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    2. Obrigado pela prestatividade em responder minha pergunta.
      Existe relação com a coagulabilidade, como no caso da K1, onde devemos restringir as fontes em pacientes em uso de varfarina por exemplo?
      Acredito que a K2 tenha um mecanismo de ação independente mas quero sua resposta.

      Obrigado.

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    3. A vitamina K2 também influencia a coagulação.

      Ao mesmo tempo em que a restrição de vitamina K (K1 e K2) é importante para a ação dos antagonistas da vitamina K (como a varfarina), existe um risco aumentado de complicações relacionadas à calcificação de tecidos em pacientes que utilizam esses medicamentos.

      Por isso, é sempre bom ter em mente até que ponto deve-se restringir a ingestão de vitamina K para potencializar os efeitos desses medicamentos, e até que ponto uma restrição muito grande pode ou não levar a efeitos adversos relacionados à calcificação (devido à menor presença e atividade de vitamina K2).

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  15. Existe embasamento científico para essas afirmações ( que pão de sal causa obesidade e depressão )
    Nesse blog não achei as referências.

    http://diariodebiologia.com/2017/06/pao-frances-obesidade-diabetes-depressao/

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    1. Olá.

      Provavelmente não existem evidências falando que o pão, especificamente, seria capaz de causar esses problemas.

      Mas com certeza é possível achar estudos -- alguns bons ou razoáveis, mas outros nem tanto -- mostrando que carboidratos ou glúten, ambos bem representados no pão, podem estar relacionados a esses problemas.

      O excesso de carboidratos estaria associado especialmente a obesidade e diabetes. A relação com a depressão, quando é feita, geralmente é uma grande extrapolação do que alguns poucos estudos podem sugerir. Embora o texto não fale de glúten, existem algumas evidências que indicam uma possível relação dessa proteína com a depressão; mas, novamente, não são evidências realmente consistentes.

      De qualquer forma, o excesso de carboidratos e o consumo de glúten podem ser problemáticos por outros motivos, em contextos específicos:

      http://cienciadanutricao.blogspot.com.br/2016/12/quando-dieta-low-carb-nao-e-melhor-para.html

      http://cienciadanutricao.blogspot.com.br/2014/06/gluten-sensibilidade-e-permeabilidade_23.html

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  16. João, esse artigo é de anteontem.
    Sei que você não lê artigo para explicar, nem quero.
    Mas se der, dá uma olhada. Achei bem interessante. E é bom divulgar isso, pelo menos pra quem acha que isso é charlatanismo no Brasil.

    https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fnut.2018.00020/full

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    1. Olá.

      Muito interessante mesmo. A parte mais importante do resumo: "As rapid regression of GBM is rare following subtotal resection and SOC alone, it is possible that the response observed in this case resulted in part from the modified SOC and other novel treatments".

      É verdade que a dieta cetogênica não foi a única estratégia complementar ao tratamento padrão, e também é verdade que foi uma dieta cetogênica com restrição calórica, mas ainda assim são evidências interessantes da possibilidade de aplicação de dietas cetogênicas em pacientes com câncer no cérebro.

      Agradeço por compartilhar essas informações valiosas.

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  17. Boa noite. Chamo Lucas, tenho 23 anos.
    Sinto fome a todo momento, não entendo o que pode ser.
    Sou magrelo mas tenho 13% de gordura. Engano bem pois minha barriga tem gordura .
    Como ovos de manhã, frutas, procuro me alimentar bem evito industrializados mas não sei como faço pra parar de ter fome.
    Quando chego na faculdade de manhã minha barriga chega a roncar de fome quando dá umas 9 horas da manhã, isso apos eu ter comido 3 ovos e frutas, banana todo dia com mel e açafrão
    No almoço eu como de tudo, penso que devo colocar mais arroz pra me saciar mais, mas eu tenho um pouco de medo de exagerar no arroz porque todo carboidrato vira gordura e o meu pai tem diabetes e eu já to crescendo a barriga, fico preocupado.
    Quais são os alimentos que causam saciedade ? não gosto de sementes tipo chia e aveia.
    Se puder me ajudar ficaria grato.
    Obrigado

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    1. Escrevi uma coisa errada.
      Eu quis dizer que o carboidrato vira glicose no sangue e não gordura.
      Obrigado

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    2. Olá, Lucas.

      É possível que você tenha algum problema metabólico, e por isso sinta tanta fome. Uma possibilidade é doença de Graves. Mas é apenas uma possibilidade, então sugiro ter calma por enquanto. Você pode procurar um endocrinologista para realizar alguns exames e explicar o seu caso, incluindo outros possíveis sinais e sintomas. Um bom profissional talvez chegue a algum diagnóstico (se for o caso).

      Caso o problema seja apenas sua dieta e os alimentos que você consome, minha sugestão é que você experimente com uma dieta low-carb. Não posso falar sobre estratégias e opções mais elaboradas porque, para isso, eu teria que conhecer o seu caso em mais detalhes. Mas deixo uma boa fonte para entender mais sobre dieta low-carb:

      http://www.lowcarb-paleo.com.br/

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    3. Vou dar uma lida sobre esse assunto, eu já tinha lido esse texto seu do Low-carb .
      Já fui no endocrinologista e não tenho problema de tireoide.
      Vitaminas no sangue também foram medidas e está tudo normal.
      Obrigado

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  18. Boa noite, João.
    Saudades desse blog. Vou visitar mais!

    Você recomenda o blog do Chris Kresser? Um dia parece que li você respondendo algo sobre o blog, mas não estou achando mais.
    Obrigada!

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    1. Recomendo, pois o Chris Kresser é um excelente profissional.

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  19. Para quem não deixa de adoçar o café com açúcar, vale a pena usar o de coco ou dá no mesmo que o refinado?

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    1. Olá.

      Provavelmente vai dar no mesmo: para quem é saudável e possui uma dieta equilibrada, um pouco de açúcar (refinado ou não) muito dificilmente vai causar problemas; para quem apresenta sobrepeso, resistência à insulina, síndrome metabólica ou diabetes tipo 2, qualquer tipo de açúcar pode ser prejudicial.

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  20. oLÁ. Sou gestante
    Meu ginecologista passou endofolin
    mas minha irmã tomou outro manipulado posso usar sem receita médica metilfolato?

    Muito obrigada. Renata

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    1. Olá, Renata.

      O metil-folato (forma natural da vitamina B9) é bem seguro, geralmente até mais do que o ácido fólico (forma sintética). Se você conseguir encontrar e comprar sem receita médica, a princípio não tem problema.

      Mas deixo uma recomendação: independentemente de ser metil-folato ou ácido fólico, é sempre bom checar os níveis corporais de vitamina B12 antes de começar a suplementação com qualquer forma de vitamina B9. Se por acaso os níveis de B12 estiverem baixos, é bom aumentar o consumo de alimentos ricos nessa vitamina (carnes e laticínios, por exemplo) ou pensar em uma possível suplementação.

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  21. Boa tarde.
    Já ouviu falar em diabetes cerebral ( ou diabetes tipo 3 ) ?
    Alguns profissionais dizem que a fisiopatologia da Doença de Alzheimer é um mecanismo de resistência insulínica no SNC, e que para a a proteção contra a glicotoxicidade, os neurônios passam a produzir beta amilóide.
    Seria a dieta cetogênica ou mediterrânea uma estratégia para prevenir essa doença ou melhorar essa doença? Acha que procede essas informações?

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    1. Olá.

      Já existem evidências interessantes mostrando que, pelo menos em parte, a fisiopatologia das doenças neurológicas, como o Alzheimer, parece estar ligada a uma resistência à insulina no sistema nervoso.

      Além disso, também já existem estudos começando a mostrar não apenas uma associação, mas um efeito direto de dietas cetogênicas e dietas mediterrâneas como formas de prevenir e, possivelmente, ajudar no tratamento de doenças neurológicas.

      Ainda sabemos pouco, mas as respostas parecem ser por aí.

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  22. Boa noite, João! A vitamina K2 pode ser suplementada via sublingual? Nunca vi vendendo nesta forma.
    Foi prescrita para minha mãe pela geriatra dela juntamente com cálcio quelato, magnésio dimalato, além de vitamina D3, metilcobalamina e metilfolato sublingual.
    Ela já teve algumas complicações e faz acompanhamento com essa geriatra que é nutróloga. acredito que esteja certo.

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    1. Olá.

      Desde que a farmácia de manipulação seja capaz de produzir uma fórmula com vitamina K2 sublingual, a princípio não há problemas no que diz respeito ao efeito que essa forma de K2 vai causar no organismo.

      Não sei a qual tipo de complicação você se refere, mas pela composição parece ter pelo menos alguma relação com saúde óssea. Se for o caso, parece ser uma formulação interessante sim. Eu não diria que a forma sublingual é essencial nesse caso, mas também não é um problema.

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  23. Olá.
    Vc acha errado nutricionistas fazerem curso de PNL?

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    1. Olá.

      Não existe certo ou errado em situações como essa. O importante é entender o porquê de aprendermos o que aprendermos e de fazermos o que fazemos, além de termos consciência de como aplicamos essas coisas.

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  24. Boa tarde, tudo bem?
    Sei que você é um nutricionista e pesquisador, extremamente embasado na ciência para tomar suas decisões e divulgar as informações.
    Mas gostaria de questionar porque tantas pessoas se beneficiam na retirada de leite da dieta ( mesmo as não alérgicas e não intolerantes laboratorialmente ) sendo que todas as evidências incluindo grandes meta-análises apontam para o contrário?

    Pergunto porque sou da área da saúde e vejo isso de perto. Até crianças que não devem experimentar efeito placebo, obtém melhoras clínicas substancial com a retirada dessa bebida.
    Você concorda ou não vê isso na prática? Se sim, qual seria o motivo para esta discrepância?

    Obrigada, Roberta.

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    1. Olá, Roberta.

      Algumas pessoas apresentam sensibilidade aos alimentos que vão além das alergias e intolerâncias. Isso acontece com o leite, assim como pode acontecer com alguns outros alimentos. Talvez seja mais fácil de se observar com o leite por pelo menos dois motivos: 1) quase todo mundo consome leite, e consome em quantidades razoáveis ou elevadas (não que isso seja um problema); 2) algumas características intrínsecas do leite, como os tipos de proteínas presentes em sua composição.

      Independentemente disso, o mais importante é sempre a observação. Se a pessoa nota que apresenta melhora de sinais ou sintomas quando restringe determinado alimento da dieta, seja o leite ou qualquer outro, continuar com a restrição faz todo sentido. Biologicamente somos extremamente parecidos como seres humanos, mas cada um de nós tem suas particularidades. Basta olhar com atenção para entender.

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    2. Se um determinado alimento costuma gerar efeitos indesejáveis em muitas pessoas, é prudente que evitem a ingesta, igual ao caso do glúten que você mesmo está de acordo.

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  25. O açúcar tem índice de 68, e um pão integral 71.
    Tem fundamento um diabético não poder comer açúcar e poder comer pão?

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    1. Olá.

      Não, não faz sentido se considerarmos apenas o índice glicêmico. De qualquer forma, a ciência já mostrou repetidamente que o índice glicêmico dos alimentos é um fator virtualmente irrelevante para a saúde:

      https://cienciadanutricao.blogspot.com.br/2016/07/a-irrelevancia-do-indice-glicemico.html

      Ainda assim, existe uma diferença entre açúcar e pão quando estamos falando de pacientes diabéticos. O diabetes nada mais é que uma condição patológica em que o corpo chegou ao extremo da desregulação metabólica. Nesses casos, o efeito metabólico de diferentes tipos de carboidratos acaba se tornando mais relevante. Não por causa do índice glicêmico, mas pela forma como os diferentes tipos de carboidratos atuam sobre o organismo -- especialmente o organismo que está num estado metabólico prejudicado, como é o caso do diabetes.

      A sacarose do açúcar é absorvida como glicose e frutose. O amido do pão é absorvido apenas como glicose. Resumidamente, um organismo que está metabolicamente "danificado" tem grande dificuldade de metabolizar frutose, e isso sinaliza ainda mais problema para o próprio corpo. Por outro lado, a glicose é um pouco mais fácil de ser metabolizada.

      Dito isso, uma maior ingestão de qualquer tipo de carboidrato em pacientes com diabetes, síndrome metabólica ou resistência à insulina tende a não ajudar muito -- e potencialmente atrapalhar bastante. No geral, a restrição de carboidratos de todos os tipos é a melhor opção. É por isso que as dietas low-carb realmente fazem diferença em pessoas que estão com a saúde metabólica prejudicada:

      http://cienciadanutricao.blogspot.com.br/2016/12/quando-dieta-low-carb-nao-e-melhor-para.html

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  26. Os queijos magros, brancos - como é o caso do queijo minas e mussarela é melhor para a saúde ?

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    1. Olá.

      De maneira generalizada, não é possível afirmar que um tipo de queijo é melhor que outro. Muita gente diz que os queijos brancos são melhores porque contêm menos gorduras. Mas hoje sabemos que a gordura do leite não é um problema; quem afirma o contrário está preso ao passado ou, por algum motivo, não quer dar o braço a torcer.

      Inclusive, mais e mais estudos vêm demonstrando que o consumo de laticínios integrais (com mais gordura) não apenas não está associado a problemas, como está relacionado a uma melhor saúde, especialmente a uma melhor saúde metabólica.

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  27. https://www.dietdoctor.com/corruption-evidence-based-medicine

    Vale a leitura, depois me diga o que achou, e se tem credibilidade o conteúdo.

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    1. Olá.

      Todos esses problemas são reais. Por isso, tão importante quanto questionarmos o que é "certeza" hoje em dia é termos uma visão crítica em relação às evidências científicas nas quais nos baseamos para fazer tais questionamentos.

      E é até por isso que, sempre que possível, ainda mais com a nutrição, podemos e devemos experimentar individualmente para saber o que funciona melhor para cada um de nós.

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  28. Bom dia,

    Descobri que muitas castanhas de caju que são vendidas são torradas com óleo. Não consegui encontrar textos comentando sobre isso. Não é recomendável consumir esse tipo de castanha? É preferível procurar as cruas ou as tostadas em forno (que são bem mais raras de se achar)?

    Ou essa torrada com óleo não faz muita diferença e podem ser consumidas sem medo?

    obrigado.

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    1. Olá, Felipe.

      As castanhas de caju cruas ou torradas em forno são opções bem melhores*, justamente por não passarem pelo processo que envolve o uso de óleo vegetal refinado. Como mencionei no texto sobre óleos e gorduras de cocção, os óleos vegetais refinados possuem diversos pontos negativos, por isso é sempre bom evitá-los.

      As castanhas cruas ou torradas em forno são mais fáceis de serem achadas em feiras. Se você tiver procurado apenas em mercados, fica aí uma alternativa para buscar. Se não encontrar, recomendo ficar apenas com as outras opções de oleaginosas, como nozes, amêndoas ou castanha-do-pará.

      *No caso da castanha de caju torrada em forno, o melhor a fazer é descartar as partes totalmente torradas (pretas). Qualquer parte de um alimento que se torna totalmente torrada forma substâncias que também podem ser prejudiciais para a saúde.

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    2. Obrigado pela resposta!

      Em relação as castanhas cruas, você recomenda o consumo delas assim mesmo? Já li que ela possui alguns elementos anti nutricionais (por causa de fitatos), que são atenuados na torra? Ou tem alguma sugestão de como fazer essa torra em casa?

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    3. Em geral, a presença de "fatores nutricionais" não é um problema na alimentação. São poucos os casos em que eles realmente afetam o balanço de nutrientes dos alimentos, principalmente se a pessoa possui uma dieta diversa e consome alimentos tanto de origem animal como vegetal.

      Mas, caso prefira torrá-las, você pode assar em forno a 200 °C por mais ou menos 15 minutos. Dependendo do forno, talvez seja melhor deixar a porta entreaberta, ou talvez por um temos mais curto ou uma temperatura menor, para que a castanha não torre demais.

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    4. Além disso, se optar por torrá-las em casa, um ponto positivo é que você pode lavar as castanhas antes de tudo. Mas deixe escorrer bem antes de levar ao forno.

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  29. João, boa noite.
    Tenho 23 anos e por um motivo de acne resistente a tratamento tópico vou começar a usar Isotretinoína amanhã ( que é um derivado da vitamina A )
    Antes de aceitar a proposta da dermatologista tentei tudo alternativo, cremes, omega 3 suplemento de zinco e não adiantou.

    Existe algum conselho que você poderia me dar nutricionalmente durante o tratamento com a Isotretinoína? devo diminuir o consumo de betacaroteno e fontes de vitamina A?

    Obrigado. Pedro Henrique Loures.

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    1. Olá, Pedro.

      A não ser que você atualmente suplemente com vitamina A, acredito que não precisa se preocupar com beta-caroteno e retinol na alimentação. As quantidades habitualmente consumidas por meio da dieta provavelmente não vão afetar o efeito da isotretinoína.

      Existem evidências sugerindo que o uso de suplementos proteicos ou "herbais" poderiam causar algum tipo de sobrecarga ou até toxicidade no fígado, quando utilizados em conjunto com a isotretinoína. Então não custa evitá-los.

      (Referência: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28864554)

      Além disso, um estudo de 2014 mostrou que um suplemento combinando vitamina E, vitamina C, coenzima Q10, Vitis vinifera e ácido gama-linolênico foi benéfico em reduzir efeitos colaterais associados à pele seca em pacientes durante 6 meses de tratamento com isotretinoína. Mas eu sugeriria se preocupar com isso apenas se você tiver uma tendência a pele mais seca ou caso sintomas assim comecem a aparecer.

      (Referência: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25068233)

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    2. Muito obrigado, João!
      Aproveito e pergunto se existe evidência sobre o consumo de Kombucha na saúde ou é mais um modismo?

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    3. O potencial benéfico existe. Mas faltam estudos, ainda mais com seres humanos. De qualquer forma, sempre vale ressaltar que virtualmente nenhum alimento pode fazer milagre fora de um contexto nutricional equilibrado.

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    4. Pedro, use óleo de coco na pele
      Existem evidências que ajuda na acne sim, pode estudar para ver.
      Acho que não custa tentar, provavelmente não funciona para todo mundo ( aliás o que funciona em todos? )
      Continue usando os produtos tópicos para acne e alterna com óleo de coco antes de dormir.

      Conheço vários relatos, não sou seguidora de Lair Ribeiro, mas eu divulgo o que aprendo e tem embasamento e isso tem, embora seja ácido graxos saturados, foi demonstrado reduzir a proliferação do P.acnes. Eu tentaria!!!! Boa sorte

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  30. Bom dia. Existe relação entre consumo de vitamina C e infarto do miocardio?

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    1. Olá.

      Existem alguns estudos experimentais, principalmente em modelos celulares, sugerindo que a vitamina C pode ser crucial para a integridade e a saúde dos vasos sanguíneos. E isso talvez signifique que o consumo adequado, ou até mesmo a suplementação, sejam primordiais para a prevenção de infarto e outros problemas cardiovasculares.

      Porém, assim como em diversos outros casos na nutrição, são poucos os estudos na área. E não só em humanos, mas em animais também.

      Sentido fisiológico faz, pois a vitamina C é essencial para a manutenção da estrutura tecidual das mais diversas regiões corporais que possuem tecido conjuntivo, como é o caso dos vasos sanguíneos. Enquanto a ciência não avança nessa área, podemos continuar consumindo nossas frutas.

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  31. Bom dia. Quero saber a diferença de açafrão, curcuma, curcumina e curry e se isso tem ação antiinflamatória mesmo.
    Obrigada. Renata

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    1. Olá.

      Açafrão e cúrcuma possuem o mesmo significado: se referem à planta conhecida como açafrão-da-terra, cientificamente chamada de Curcuma longa.

      Curcumina é uma entre as mais diversas substâncias bioativas contidas no açafrão. Por ser considerada como a mais importante, é de longe a mais estudada.

      Curry pode ter dois significados: 1) uma mistura de temperos, que inclui o açafrão; 2) uma denominação que se refere a um conjunto de pratos advindos da cozinha indiana.

      A maioria dos estudos exploram a curcumina isolada, não o açafrão. Vários deles já mostraram sim um potencial efeito anti-inflamatório da curcumina. Mas entender o açafrão é mais importante do que entender a ação da curcumina. Como não sabemos como quantidades habituais de açafrão afetam a saúde humana, já que até o momento não temos tantos estudos assim, não podemos falar muito sobre o quanto uma ingestão realista de açafrão pode nos beneficiar ou não.

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    2. João,

      Embora sejam usados como sinônimos, açafrão e cúrcuma são temperos diferentes, extraídos de plantas diferentes.

      Açafrão "verdadeiro" é um tempero extraído dos estigmas da flor da planta Crocus sativus. É considerada a especiaria mais cara que existe. Açafrão-da-terra e cúrcuma são, de fato, a mesma planta, como você bem observou.

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    3. Muito obrigado !!!!
      Abraço

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    4. Flávio, tecnicamente falando, o açafrão realmente é uma planta diferente da cúrcuma (açafrão-da-terra). Mas na prática, quando alguém fala apenas "açafrão", em 99% dos casos se refere ao açafrão-da-terra (cúrcuma).

      A explicação seguiu essa lógica para ser mais simples.

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  32. Boa noite
    O que significa terrorismo nutricional?
    Obrigado

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    1. Olá.

      O termo "terrorismo nutricional", na opinião de quem o utiliza, geralmente se refere ao ato de condenar ou restringir desnecessariamente alimentos ou práticas alimentares.

      Por exemplo, enquanto alguns profissionais acreditam que é inaceitável comer hambúrguer com batata frita, outros vão dizer que essa é uma prática aceitável desde que seja feita conscientemente e dentro de um contexto geral de uma alimentação saudável. Os profissionais mais "liberais" nesse caso poderiam afirmar que aqueles que criticam a prática estão fazendo terrorismo nutricional.

      A discussão é mais ampla do que isso, e pode ter variações de significado de acordo com cada pessoa que opta por usar o termo.

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    2. Assisti uma entrevista sua e foi esse o motivo dessa minha pergunta. Não digo que foi um teste, mas eu vejo você com seus textos bem imparcial. Vou dar um exemplo: geralmente quem defende uma dieta sem glúten, também defende o uso de sal integral, óleo de coco... E você não segue esse padrão. Você mescla justamente as opiniões dessas "linhas" de saúde.... Isso é bom e por isso quis te perguntar sobre esse jargão "terrorismo nutricional" que tantos críticos da nutrição funcional dizem. Não me leve a mal

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    3. Não se preocupe, não vi problema algum na pergunta.

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  33. Que gente chata, o João está aqui pra responder pergunta pertinente ao texto dele, e não a vida e curiosidades pessoais!
    Para isso existe o google !!!!
    Já é a terceira vez que venho aqui e tem uma falando que " o doutor fulado disse isso, o ciclano disse aquilo "
    Até perguntar se um artigo é verdadeiro ou não já perguntaram.
    Criam vergonha na cara

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    1. Eu admiro a paciência do João em responder a cada pergunta que aparece aqui.

      O Google mostra tudo, mas é perigoso. Se a pessoa não sabe filtrar a informação que chega até ela, vai acabar adotando a tríade "água com limão, glutamina e gratidão" para uma vida saudável. O que mais tem por aí é Dr. Fulano propagando pseudo-ciência e interpretando mal estudos para sustentar suas recomendações mirabolantes.

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    2. Se a recomendação der certo eu sigo, e ainda propago o tal doutor fulano.
      Só eu sei o que passei com a artrite que eu tinha. Cheguei a ir em 4 reumatologistas e em nenhum tive melhoras significativa. Foi só encontrar um desses "Dr. Fulano" que vc citou que faz 2 anos que estou livre dos sintomas. Acompanho com ele e a nutri funcional que trabalha em parceria com ele.

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    3. Que bom, Anônimo. Se funciona para você, continue fazendo. Só não ache que se funcionou para você, vai funcionar para todo mundo.

      Tem gente que melhora da rinite parando de tomar leite. Eu tenho rinite tomando leite ou não.

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    4. Mas é claro!
      Todo antibiótico trata infecção? e as bactérias resistentes?
      Nada é uma panaceia, eu sou a favor do teste. Te garanto que muita gente que tirou o leite e melhorou, para essas pessoas a retirada do leite fez bem. Para você não, se não se sente mal tomando e gosta, tome!

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  34. Bom dia, queria saber se é verdade que o trigo é um dos alimentos que mais aumenta a glicose no sangue.
    Obrigada

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    1. Olá.

      De maneira aguda, ou seja, logo depois de ingerido numa refeição, o trigo vai levar a um aumento considerável na glicose sanguínea. Mas isso por si só não é um problema. Além disso, não é uma exclusividade do trigo, mas sim uma característica geral dos alimentos ricos em carboidratos.

      Agora, se você estiver perguntando sobre a glicemia de jejum, o impacto do consumo de trigo sobre esse marcador vai depender do restante da alimentação. Em praticamente todos os casos, o efeito crônico de uma dieta nunca depende apenas de um único alimento.

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  35. Oi João, quais seriam os laticinios mais saudaveis?
    Leite de caixinha faz bem? escuto falar tão mal. Costumo usar leite de saquinho mas tenho diminuído.
    Quais seriam as boas fontes de laticinios
    Obrigada

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    1. Olá.

      A princípio, todas as opções que foram pouco modificadas até o consumo são boas alternativas, incluindo leite de caixinha e leite de saquinho.

      Existem evidências de possíveis benefícios para todos laticínios, incluindo queijos e o próprio leite, mas a maioria dos estudos apontam que o iogurte parece ser o que apresenta maior potencial.

      Se esse for o caso, são boas as chances de isso ser verdade pelo fato de o iogurte ser um alimento fermentado. Sendo assim, é bem possível que o kefir também tenha um ótimo potencial; a diferença é que o kefir é bem menos consumido e bem menos estudado, e por isso sabemos menos sobre sua influência na saúde humana.

      E como costumo dizer: se a pessoa não possui uma reação negativa evidente ao consumo de leite e derivados, a princípio não tem por que se preocupar.

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    2. Porque tomar leite não melhora um quadro já instalado de osteoporose já que o mesmo é rico em cálcio ? Porque a dieta Sippy causou mais problemas do que resolveu?


      Quais os reais benefícios na ingesta de leite de vaca?

      Att, Renata Castro.

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    3. Olá, Renata.

      De onde você tirou a informação de que o consumo de leite não ajuda em casos de osteoporose? Existem bem menos estudos do que poderiam nessa área, mas eles consistentemente mostram que a ingestão de laticínios leva ao aumento na densidade mineral óssea em pacientes com osteoporose e atenua a queda de massa óssea em mulheres pós-menopausa:

      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26655888
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26438518
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25626413
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22282300
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12915959
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/2294135

      É importante não confundir estudos experimentais, como esses ensaios clínicos citados acima, com estudos observacionais. É comum estudos observacionais mostrarem que talvez não exista relação entre o maior consumo de cálcio ou leite e o menor risco de osteoporose. Mas é sempre importante lembrar que estudos observacionais, devido às inúmeras variáveis de confundimento e à intrínseca característica não-experimental, não são capazes de nos mostrar a relação de causa e efeito entre as variáveis estudadas.

      Além da composição nutricional, sendo um alimento com boa quantidade de diversos nutrientes (https://bit.ly/2HNpeMJ), os possíveis benefícios do consumo de leite e derivados podem ser muitos:

      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28140321
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24695891
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23945722
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22810464

      Sobre a Sippy diet, como o próprio nome diz, ela é uma *dieta*. Justamente por ser uma dieta, e consequentemente ser composto por diversos alimento (não apenas o leite), ela não pode ser usada nem como evidência contra e nem como evidência a favor do leite -- ou de qualquer outro alimento contido na dieta.

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    4. Arrasou !!! Quero ver agora lerem um por um desses artigos.

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    5. https://sci-hub.tw/https://doi.org/10.1136/bmj.318.7187.862

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    6. Olá.

      Essa é uma hipótese. E o interessante é que ela mostra porque devemos, sempre que possível, trabalhar com desfechos e não com marcadores.

      Densidade mineral óssea é um marcador. Fraturas é um desfecho. Infelizmente não temos estudos testando o efeito da ingestão de leite sobre o risco de fraturas, muito provavelmente porque virtualmente não existe interesse de ninguém em financiar estudos desse tipo.

      Enquanto esses estudos não existirem, só podemos nos basear em marcadores, porque é o melhor que temos para avaliar a relação entre leite e osteoporose. Considerando isso, não é possível afirmar que o consumo de laticínios é prejudicial para a saúde óssea. Ao contrário: a tendência, por mais que os estudos disponíveis não sejam o ideal, é que o leite seja neutro ou até benéfico em casos de osteoporose.

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  36. Tudo bom?
    Vc já ouviu falar em colírio de L-carnosina?
    Meu primo trouxe dos EUA para minha avó, e disse que vai tratar a catarata dela.
    Se souber e puder me responder, obrigado!

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    1. Olá.

      Existem alguns estudos preliminares, em animais e seres humanos, sugerindo um potencial efeito benéfico da N-acetilcarnosina em casos de catarata e em casos de acuidade visual reduzida com a idade.

      Mas não há dados específicos para a L-carnosina. Inclusive, o próprio grupo de pesquisadores responsável pelos estudos preliminares com a N-acetilcarnosina sugere que essa, e não a L-carnosina, é a única forma eficaz de tratamento.

      Esse último fato não necessariamente é a verdade, porque, como falei, a L-carnonisa nunca foi realmente testada em estudos com humanos (e nem a N-acetilcarnosina foi devidamente testada em estudos suficientes). Mas são essas as informações que obtive procurando nas bases de dados de artigos científicos.

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  37. Olá !
    Quais os níveis ideais de 25(OH)D3 baseado na sua opinião?
    E as evidência recentes o que tem concluído sobre vitamina D3 e prevenção de doenças infecciosas?

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    1. Olá.

      Níveis ideais de vitamina D são bem difíceis de determinar, principalmente porque dependem muito da ancestralidade de cada pessoa, além de alguns outros fatores. Por exemplo, enquanto para alguns pode ser 35 ng/mL, para outros pode ser 50 ng/mL.

      Tão importante quanto a concentração sanguínea de vitamina D é o nível de PTH. Inclusive, se eu fosse utilizar apenas um desses dois marcadores como referência, talvez eu preferisse usar o PTH. Enquanto o PTH estiver nos níveis mais baixos dentro do intervalo de referência, desde que a vitamina D esteja em volta de 30 ng/mL ou até razoavelmente mais, as concentrações corporais e funcionais de vitamina D provavelmente estarão bem.

      Sobre a relação entre vitamina D e doenças infecciosas, poderia especificar um pouco mais? Porque é um assunto bem amplo, difícil de cobrir com apenas um comentário.

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    2. Interessante. Sua opinião acaba abrangendo o novo posicionamento da SBEM, que é manter a 25(OH)D3 por volta de 32 ng/mL em pacientes saudáveis.

      Minha pergunta é relacionada a trabalhos que associam melhores status de D3 e redução de gripes por exemplo.

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    3. O papel de instituições como a SBEM é fazer recomendações gerais para a população. Sendo esse o caso de generalizar, a minha sugestão seria pensar em níveis de vitamina D um pouco maiores: provavelmente em torno de 40 ng/mL, ou até um pouco mais.

      O que falei de 30 ng/dL se aplica para grande parte dos casos (não necessariamente todos) em que o PTH está próximo ao limite inferior do intervalo de referência. Se, por qualquer que seja o motivo, a pessoa não puder medir o PTH, pensar em valores um pouco mais elevados de vitamina D provavelmente é uma boa ideia.

      Sobre a outra pergunta, os estudos experimentais têm mostrado, conjuntamente, que a suplementação com vitamina D parece ajudar na prevenção de infecções do trato respiratório:

      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23840373

      E isso confirma o que boa parte dos estudos observacionais vinha mostrando, que é justamente o que você mencionou: um melhor status corporal de vitamina D associado a um menor risco de infecções do trato respiratório.

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  38. João, já comentei no seu blog outras vezes
    Vc teria alguma dica que pudesse me dar daí para eu ganhar massa?
    Faço academia há 3 anos e não cresço por nada. Acho que poderia treinar mais e comer mais, mas a primeira opção não é possível, já vou 3 a 4 vezes na semana e não consigo aumentar minha carga. Perco a força muscular fácil e por ser magro ( não doente )eu sinto dor nas articulações quando forço as repetições com peso acima do meu ideal.

    Desde o dia que comecei a comer mais carboidrato como 2 a 3 pães por dia e aumentar de 1 para 2 colheres de arroz cheias tanto no almoço quanto no jantar percebi que minha barriga vem crescente e meu braço continua fino e comprido.
    Está me fazendo muito mal ser assim... não sei mais o que fazer. Estão me chamando de "mapa do chile" na faculdade. Estou pensando em usar anabolizantes com um médico mas sei dos riscos.

    Conhece algum suplemento que posso usar? Já li sobre creatina para retenção de água no músculo. Vc acha que pode me ajudar? Preciso muito de ajuda, já fui em nutricionistas eles prescrevem a dieta direitinho e um hipercalórico mas não mantenho Acho ruim ou me dá acne o suplemento.



    Obrigado se puder falar qualquer coisa já vai me ajudar.
    Tenho 23 anos. 1,93 de altura e 60 kilos

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    1. Olá.

      Como sempre falo quando fazem comentários como esse: não posso dizer muita coisa, porque é preciso conhecer muito bem todo o contexto de uma pessoa para poder fazer recomendações específicas. Mas vou dar algumas recomendações gerais.

      1) Consuma proteína em todas as refeições. Dê um foco especial para que as refeições pré e pós-treino sejam sempre ricas em proteínas.

      2) Não coma pouco, é claro, mas não se preocupe em comer demais. Se aumentar a ingestão calórica, faça isso principalmente nas refeições pré e pós-treino.

      3) O melhor suplemento para o seu caso provavelmente é a creatina. E não só isso: pelo que relatou, você tem grande chance de se beneficiar com ela. Porque a suplementação com creatina tende a aumentar bastante a força, o que geralmente leva também ao ganho de massa muscular.

      4) A suplementação com whey protein também pode ajudar. Se optar por ela, basta fazer uso nos dias de treino. O melhor horário é o pré-treino imediato; se não for possível, pode ser no pós-treino imediato.

      5) Os carboidratos, por si só, não são essenciais. No seu caso, eles podem ser importantes para que você consiga manter uma ingestão calórica adequada, mas não precisa consumir carboidratos exageradamente.

      Tirando isso, sobra a recomendação mais importante: viver a vida sem se apegar ao que outras pessoas dizem ou pensam sobre você. O estresse que isso gera só atrapalha, e pode inclusive estar prejudicando o seu treino. Sei que não é fácil, mas é possível. Quem você é de verdade está muito além da sua aparência física, e está ainda mais além do que qualquer pessoa possa dizer ou pensar sobre você.

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    2. Fiquei com uma dúvida, minha situação é igual a dele, porém eu faço uso de Roacutan.
      Posso usar 5 gramas de Creatina? meus exames estão normais e vc recomenda de alguma marca ou pode comprar a granel?

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    3. Olá.

      Provavelmente não há problema algum usar creatina ao mesmo tempo em que se usa Roacutan. Digo provavelmente porque, até onde sei, essa interação entre creatina e Roacutan nunca foi diretamente explorada; por isso, não poderíamos afirmar com certeza.

      Recomendo qualquer creatina que seja 100% mono-hidratada. Se essa informação estiver disponível para a creatina a granel, e você confiar na loja ou na fonte que disponibiliza o produto, não vejo problema. No mais, a informação sobre ser 100% mono-hidratada vai estar disponível no rótulo do produto.

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    4. Obrigado pelas dicas, João.
      Sem dúvidas vou segui-las e algumas que já seguia vou continuar ainda mais esperançoso. Penso em começar alguma atividade de relaxamento como yoga para melhorar minha saúde mental.
      Obrigado. Abr

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  39. DR JOÃO QUAL A MELHOR DIETA PARA EVIDENCIAR ABS?
    A GORDURINHA NA BARRIGA É FODA DE DESAPARECER

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    1. Olá.

      Simples: aquela que fizer você emagrecer. E qual é a dieta que vai fazer você emagrecer? Depende... Depende da sua composição corporal, de como você se relaciona com a alimentação, dos seus hábitos, das suas preferências.

      Não tem como dizer muito mais, porque para isso eu precisaria conhecer várias coisas sobre você que só são possíveis numa consulta. Mas fica a recomendação: tente encontrar uma forma de se alimentar que seja adequada ao seu contexto.

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  40. Boa tarde. Gostaria de saber se há comprovação cientifica sobre a "Blue zone" locais no mundo onde há centenários, e se de fato se referindo a estilo de vida dietético, se eles consomem azeite de oliva, vinho do porto e muitos vegetais incluindo bastante feijão.

    Essa informações foi tirada da videoconferência que vi do Lair Ribeiro essa semana e quero saber a veracidade.

    Obriga. Fernanda Castro ( 3 período de nutrição )

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    1. Olá, Fernanda.

      Veracidade sobre os fatos referentes às Blue Zones existe. Mas o mais importante é entender o que esses fatos representam na prática.

      O primeiro ponto importante a se ressaltar é que, embora todas as Blue Zones apresentem elevada longevidade, os hábitos alimentares são bastante diversos entre as diferentes localidades. Sim, existem alguns pontos em comuns entre elas; inclusive, alguns desses pontos se repetem em diversas zonas, como o consumo de leguminosas e a ingestão relativamente baixa de carnes. Mas, no geral, existe uma diversidade muito grane nos hábitos alimentares entre as regiões, o que significa que é bem difícil generalizar e dizer que o hábito A ou o hábito B são essenciais para uma boa saúde.

      Em segundo lugar, todos os dados referentes à alimentação das Blue Zones são de natureza observacional. Isso significa que estudos controlados, aqueles capazes de nos informar com mais precisão a relação de causa e efeito entre variáveis, nunca foram feitos nessas regiões. Ou seja, temos dados sobre como a alimentação está associada à saúde e à longevidade nas Blue Zones, mas não sabemos se tais hábitos alimentares são *causas* de uma boa saúde ou de uma maior longevidade nessas populações.

      E a importância de se atentar a esse segundo ponto tem relação com o seguinte: as populações das Blue Zones tinham um estilo de vida muito diferente do que temos de alguns anos pra cá. O estresse e a saúde mental das pessoas que viveram (e vivem) nas Blue Zones provavelmente estavam (e estão) em condições muito melhores que a da maior parte da população mundial. Sendo assim, considerando que os hábitos dessas populações só foram explorados em estudos observacionais, como saber se a boa saúde deles é causada pela alimentação ou pela forma como viviam? Ou até por outros fatores? Não tem como, justamente pela capacidade limitada dos estudos observacionais em nos apontar a relação de causalidade entre as variáveis de um estudo.

      É bem provável que um ou mais hábitos das populações das Blue Zones realmente sejam fatores diretamente responsáveis por fazer com que as pessoas dessas regiões vivam bem e vivam mais. Nós só não temos como ter tanta certeza de quais são eles, e até que ponto eles são realmente importantes. Por outro lado, para qualquer um que se interesse e acredita que possa se beneficiar, a princípio não custaria incorporar hábitos alimentares e de estilo de vida dessas populações em sua própria vida, já que pelo menos sabemos que existe uma associação entre esses hábitos e uma boa saúde.

      Falando apenas dos aspectos dietéticos, nada nunca vai ser mais importante do que focar no consumo de alimentos não processados. Esse é o único fator que está sempre presente, que sempre se repete, nas Blue Zones e em todas as outras populações saudáveis que foram estudadas ao longo das últimas décadas.

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    2. Falácia ecológica: típica coisa de Lair Ribeiro.
      Não sabe o que é isso? Estude nutrição baseada em evidência.

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  41. Boa noite, João.
    Poderia me esclarecer mais sobre a K2.
    Tirando as fontes mencionadas, existe produção da k2 no intestino pelas bactérias ou apenas o K1?

    Quando vc respondeu a um comentário dizendo que a K2 também atua na coagulação, deve-se tomar cuidado no uso em idosos e ou pessoas com distúrbio de coagulação?

    Obrigada!

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    1. Olá.

      Sim, existe produção de vitamina K2 a partir das bactérias no intestino humano. Mas, pelo que sabemos até o momento, essa produção não é suficiente para garantir nossas necessidades de K2. Por isso a importância da alimentação.

      Se o idoso estiver bem de saúde, não vejo por que se preocupar. Nesse caso, você perguntou sobre idosos pensando em algum contexto específico?

      Em pessoas que têm problemas de hipercoagulabilidade, talvez seja uma boa ideia prestar atenção na ingestão de vitamina K (K1 e K2), embora eu desconheça estudos que exploram de maneira adequada essa relação.

      Em pessoas que fazem o uso de anticoagulantes, a recomendação geral já é a restrição de vitamina K1, justamente para que os medicamentos possam atuar normalmente. Por isso, se atentar ao consumo de K2 também pode ser bom.

      Há ainda casos de hipocoagulabilidade, que pode ser induzida por medicamentos (anticoagulantes) ou não. De qualquer maneira, uma maior ingestão de vitamina K (K1 e K2) muitas vezes pode ser essencial nesse tipo de situação, uma vez que a hipocoagulabilidade pode ter sido desencadeada pela insuficiência desses nutrientes no organismo.

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    2. Entendi, obrigada pela resposta.
      Sou colega nutri, e tenho um caso particular da minha mãe, que toma Marevan ( varfarina ) anticoagulante e está com com calcificação discreta na aorta e carótida. O médico disse ser normal da idade, mas ela é nova, 67 anos não acredito ser tão velha para aceitar essas calcificações. Minha vontade era de tirar a varfarina e fazer nattokinase e K2 (mk7) e vê no que dá.
      É complicado porque ela fez um reparo de valva cardíaca e o cardiologista passou para prevenção de tromboembolismo. Ela não tem uma coagulopatia de base.

      Obrigada por disponibilizar esse material!

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    3. Já temos estudos sugerindo consistentemente que o uso de anticoagulantes, no médio e longo prazo, pode levar à redução da densidade mineral óssea e ao maior risco de fraturas.

      Além, disso existem também evidências apontando uma maior chance de calcificação de tecidos moles, que pode ser justamente o caso da sua mãe. É verdade que a idade pode ter um papel nesse ponto, mas é bem possível, ou até provável, que o tratamento com anticoagulante também esteja influenciando a calcificação dos vasos sanguíneos.

      É por isso que alguns profissionais e alguns trabalhos já começaram a sugerir a possibilidade de suplementação de vitamina K2 como forma de contrabalancear possíveis efeitos negativos do tratamento com anticoagulantes. O maior problema talvez seja encontrar a dose certa para que o tratamento continue eficaz e, ao mesmo tempo, os efeitos adversos sejam minimizados.

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  42. Adorei a foto nova =)

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  43. Boa noite! Gostaria muito de saber se existe aplicabilidade para suplementar glutamina.
    Está uma verdadeira guerra nas rede sociais sobre isso: uns garantem que é a maior bobagem se comparar com outras fontes, outros afirmam que o foco não é hipertrofia e sim saúde intestinal, outros rebatem dizendo que não tem nada provado cientificamente.

    Poderia me dar o seu parecer?
    Valeu João!

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    1. Olá.

      Essa é uma discussão que vai e volta. A resposta curta é simples: talvez.

      Em termos de hipertrofia, não existem evidências de benefícios. As primeiras discussões sobre a eficácia da suplementação de glutamina eram todas em torno de massa muscular. Depois de um tempo, foi caindo o mito de que a glutamina poderia ser relevante; por isso, na cabeça de muitos a glutamina passou a ser um suplemento simplesmente inútil. E talvez seja por isso que, ao sugerirem outros possíveis efeitos positivos da suplementação de glutamina, algumas pessoas descartam logo de cara essas possibilidade.

      Mas existem sim alguns estudos sugerindo a possibilidades de benefícios para a saúde intestinal. Algumas pessoas afirmam que a glutamina pode fazer maravilhas nesse sentido, mas tendo a não concordar. Baseado nas evidências, a minha interpretação é que a força desses estudos que relacionam glutamina e saúde intestinal ainda é menor do que algumas pessoas sugerem, pois ainda não vi um número suficiente de estudos que consistentemente mostram benefícios claros da suplementação para uma melhor saúde intestinal.

      Mas talvez seja só uma questão de tempo, já que, dentro do contexto de microbiota e saúde intestinal, essa não é uma área tão pesquisada assim.

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  44. O queijo canastra então é rico em K2?
    Minha família faz a base de leite cru, mas outro dia foi um fiscal lá e ficou questionando se há venda de leite cru...
    Estou achando que vão querer fechar a microempresa dos meus avós , parece que houve alguma denúncia dizendo que há venda de leite cru e é proibido no Brasil?
    Estranho pois minha familia nunca consumiu leite pasteurizado e na internet diz dos riscos de ter infecções.
    Complicado.

    Paulo Ricardo, MG.

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    1. Olá, Paulo.

      Esse queijo pode sim conter boas quantidades de vitamina K2. Depende muito de como é o processo de produção. Só uma análise direta pode dizer ao certo (e talvez algum tipo de análise já tenha sido feito, de maneira independente ou até mesmo em algum trabalho científico).

      Não tenho certeza, mas acredito que a comercialização de leite cru não seja permitida no Brasil. Sim, o risco de infecção existe, principalmente se as condições de produção não forem adequadas. Ainda assim, na prática, esse risco provavelmente é menor do que se fala. Por diversos motivos, é uma questão complicada mesmo.

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    2. Queijo de leite cru da Serra da Canastra é uma delícia. Espero que termine tudo bem com a queijaria dos seus avós.

      A venda de leite cru de fato é proibida pelo Decreto nº 66.183 de 1970, mas não quei quanto à venda de queijo de leite cru.

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  45. Boa noite, João.
    Saberia me informar se nutricionistas podem prescrever essas substancias?

    https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4346380/

    Obrigada.
    Paula Souza

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    1. Olá, Paula.

      O nutricionista pode prescrever coenzima Q10, mas não tenho certeza sobre o NADH. É bem provável que o NADH caia na "área cinzenta" dos suplementos: aquela sobre a qual não se diz que pode, mas também não se diz que não pode.

      Mesmo sendo esse o caso, vale ressaltar que a suplementação de NADH, a princípio, é relativamente segura no curto prazo, até porque se trata de um composto naturalmente produzido pelo organismo. Por outro lado, é um tipo de suplementação sobre a qual não se conhece tão bem os efeitos no longo prazo. E isso pode ser relevante, pelo seguinte: mesmo sendo um composto naturalmente produzido pelo corpo, isso não quer dizer que ingeri-lo diretamente é totalmente seguro com o passar do tempo; querendo ou não, algumas suplementações, incluindo talvez essa, podem mexer com o equilíbrio de outros compostos no organismo.

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  46. Olá,
    Gostaria de saber se há evidência e aplicabilidade na substituição das estatinas e dos iECA por berberina no tratamento da hipertensão, dislipidemia e manejo do DM2.

    Grata.

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    1. Olá.

      Em 2015 foi publicado um estudo de revisão sistemática com meta-análise explorando justamente esses contextos. O estudo mostrou que o uso de berberina, junto ao uso de medicamentos e outras mudanças de hábitos, tendeu a apresentar resultados mais positivos do que as intervenções que não incluíram a berberina:

      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25498346

      Não tive tempo de ler em detalhes o trabalho, principalmente para saber se os estudos incluídos na revisão são de boa qualidade. De qualquer forma, temos pelo menos um indicativo interessante de que o uso de berberina pode ser interessante em quadros como esses.

      Ainda assim, a recomendação mais fundamental continua sendo a mesma: a perda de peso é a forma mais importante de reverter a disfunção metabólica característica da resistência à insulina, síndrome metabólica e diabetes tipo 2. Porque as alterações nesses marcadores, como pressão arterial e colesterol sanguíneo, basicamente sinalizam que existe um problema maior por trás de tudo -- a disfunção metabólica sistêmica, causada pelo desbalanço energético do organismo (observado, na prática, no excesso de peso).

      Ou seja, alimentos e substâncias específicas, como a berberina, podem ajudar. Mas o mais importante de tudo é a alimentação como um todo, e como essa alimentação pode reverter o problema que a princípio foi causado justamente por uma dieta (e alguns outros hábitos, claro) inconsistente com a fisiologia humana.

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  47. Quero saber se há risco de comer muita castanha por dia?
    Sou magra, não me preocupo com contagem calórica, e diariamente consumo nuts ( castanha do pará, caju, macadâmia e nozes ) não me atento a quanto que como, e sei que a do pará é rica em selênio. No livro de nutrição da minha irmã já li que tem cerca de 50 microgramas por unidade. Quais os riscos de toxicidade?

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    1. Olá.

      O que você quer dizer com "muito"? Porque a sua percepção de muito pode realmente ser muito, mas não necessariamente é.

      Existe uma recomendação "máxima" de ingestão de selênio por dia, que é de 400 microgramas. Mas é importante ressaltar que esse limite foi estabelecido principalmente com base em populações que apresentaram toxicidade de selênio por exposição à forma inorgânica de selênio.

      O selênio contido na castanha-do-pará e nos alimentos em geral é o selênio orgânico. E essa diferenciação é importante porque o metabolismo do selênio orgânico é mais bem regulado pelo nosso organismo, dificultando a chance de toxicidade. Consequentemente, a quantidade máxima de selênio que a maioria das pessoas pode ingerir dos alimentos, sem risco de toxicidade no médio ou longo prazo, muito provavelmente é superior a 400 microgramas por dia.

      Não estou dizendo que você pode ou deve consumir quantas castanhas-do-pará que quiser. Mas provavelmente não precisa se preocupar tanto. Ainda assim, considerando que a castanha-do-pará realmente é uma fonte muito concentrada, e que existem outras fontes de selênio na alimentação (o que pode resultar numa ingestão ainda maior), é uma boa ideia não consumir demais.

      Eu diria que algo entre duas e dez unidades por dia provavelmente está de bom tamanho. Se você prefere não "arriscar", pode ingerir, por exemplo, de duas a quatro unidades.

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  48. Oi tudo bom?
    Sou estudante de nutrição e vou ter que apresentar um trabalho sobre obesidade e meu professor quer que eu fale dos hormonios etc.

    Poderia me responder uma duvida que eu não estou achando na internet. O hipolatamo estimula a hipófise e a hipófise libera os hormonios que vão agir na tireoide e ovarios etc.... mas esses hormonios produzidos pelo hipotalamo eles vão para o sangue ou eles se comunicam diretamente na hipófise já que ele fica em cima dela....

    Duvida simples acho que vc poderia me ajudar nela. Obrigada. Camila Novaes, acadêmica de nutrição. UFJF

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    1. Olá, Camila.

      Os hormônios produzidos pelo hipotálamo chegam até a hipófise por meio do sistema porta-hipofisário, que nada mais é do que uma rede de capilares que conecta as duas regiões do cérebro.

      Esses links podem te ajudar:

      https://en.wikipedia.org/wiki/Hypophyseal_portal_system
      https://bit.ly/2s1krAC

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