terça-feira, 7 de julho de 2015

O fantasma do hCG continua vivo




Quase todos os dias, vemos e escutamos uma série de comentários inoportunos ou sem sentido sobre nutrição e alimentação, principalmente nas redes sociais. O crescimento da internet tornou praticamente irrestrito o acesso à informação, assim como fez com que qualquer pessoa possa divulgar qualquer tipo de conhecimento.

Ao ver informações erradas ou tendenciosas divulgadas por uma pessoa leiga, é natural relevar, ignorar ou não levá-las muito a sério. Entretanto, a situação tende a ser diferente e um pouco mais preocupante quando o mesmo acontece com um profissional de saúde.

De fato, esse tipo de situação não me incomoda tanto hoje em dia, mesmo quando informações erradas ou tendenciosas são divulgadas por profissionais de saúde. Mas é claro que existem exceções. E uma dessas exceções, que na minha opinião passou dos limites, foi justamente o que motivou esse texto.


Sobre a “polêmica” do hCG

Em primeiro lugar, não deveria haver polêmica alguma, justamente porque o hCG não confere benefícios adicionais quando administrado junto a uma dieta para perda de peso. É simples. Mesmo assim, as pessoas — inclusive (ou principalmente) profissionais de saúde — insistem em dizer que o hCG é mágico.

O exemplo a seguir, assim como todos os outros casos que endossam o uso do hCG, contribuem para que a “polêmica” se perpetue.


Sobre informação de qualidade

As críticas que vou fazer são referentes a esse texto:

E por que, na minha opinião, esse texto merece críticas? Primeiro, pelo número de acessos e pela potencial influência que ele teve (e ainda tem) sobre a decisão de muitas pessoas em usar ou não o hCG. Em apenas 8 meses, de acordo com a página, o texto foi visualizado mais de 170 mil vezes! Inclusive, se você digitar o termo "hCG" (com ou sem aspas) na ferramenta de busca do Google, o primeiro link a ser apresentado corresponde ao endereço desse site. Em segundo lugar, pelo excesso de conceitos errados e construções falaciosas concebidas no texto.

Ok, vamos agora ao que realmente interessa. Vamos falar sobre qualidade. Inúmeros fatores podem ser importantes para se determinar o grau de confiabilidade ou qualidade das informações que obtemos. Linguagem, nível de aprofundamento, presença de referências científicas e correlações com temas associados são exemplos de características que podem ser avaliadas na hora de determinarmos até que ponto a informação presente num texto sobre saúde, por exemplo, é ou não de confiança. Até mesmo a apresentação estética das informações é capaz de nos dizer um pouco sobre a qualidade da informação ou sobre a atenção que é dispensada ao leitor.

Isso sem contar o básico: acima de tudo, a informação tem que ser correta, precisa e atualizada. Esse certamente é o principal determinante da qualidade da informação.

E por que estou falando disso? Porque a primeira coisa que se observa no texto é um certo “descaso” com o leitor. São vários erros de português, formatação inadequada, conceitos confusos e frases sem coesão e sem coerência. Como profissional de saúde e autor de um blog, tenho sempre presente a preocupação de que meus pacientes e leitores obtenham não somente a informação em si, mas que a mensagem seja passada de forma clara. Só assim a informação divulgada poderá ser devidamente compreendida. Acredito que esses requisitos devem ser almejados por qualquer comunicador, particularmente por profissionais que escrevem sobre conceitos e práticas que podem influenciar o comportamento da população, como profissionais da área de saúde. Por isso, pode-se questionar a qualidade da forma com que a informação é transmitida no texto citado acima.

A propósito, vale destacar alguns exemplos mais concretos. No começo do texto, a seguinte afirmação é apresentada: 
“As estatísticas estão disponíveis para que não precisemos discutir acerca de imaginação ou os famosos ‘eu acho’, ‘ouvi dizer’ ou ‘aprendi com um professor’, inadmissível na área da saúde, mas que ainda impera”.

Após essa frase, são citados alguns números percentuais falando sobre o reganho de peso em pessoas que perdem peso por tratamento convencional ou por cirurgia para “redução de estômago”. No entanto, há alguma referência científica para esses dados que foram citados? Não, não é possível identificar qualquer referência... Em um texto com embasamento científico, é essencial e esperada a citação de referências para confirmar a origem, consistência e qualidade das informações apresentadas. Se o autor não atende a esses requisitos, as informações expostas, querendo ou não, acabam revestidas por um caráter essencialmente subjetivo — também conhecido como "achismo".

E, ironicamente, o texto afirma ser contra posturas do tipo 'eu acho' ou 'eu ouvi dizer'. Seria até aceitável o texto não apresentar as referências ao final de cada frase, desde que elas aparecessem ao final; não seria o ideal, mas ao menos ofereceria ao leitor subsídios para tentar descobrir a origem das informações apresentadas. Se não há referências, teoricamente a única coisa que se pode assumir é que as informações foram tiradas da cabeça de quem escreve o texto.

Um pouco mais adiante, são apresentados os seguintes dados:
“Homens com circunferência abdominal > 102 cm”. 
“Mulheres com circunferência abdominal > 88 cm”.

Primeiro detalhe: entre o número e qualquer unidade de medida, como o centímetro (cm) ali em cima, existe um espaço. Eu transcrevi da maneira correta, mas no texto original podemos ver que está escrito como “102cm” e “88cm”. Pode parecer preciosismo, mas esse tipo de detalhe, na minha opinião, pode ser um indicativo da atenção do autor em relação aos seus leitores.

A segunda observação, muito mais importante do que a primeira, é sobre um erro conceitual: esses valores de risco mencionados, de 102 e 88 cm, são referentes à medida da circunferência da cintura, e não da circunferência abdominal. É importante entender que elas são duas medidas diferentes. De forma simplificada, a circunferência da cintura é a medida do ponto de menor circunferência do tronco de um indivíduo (ou a circunferência aferida no ponto médio entre a crista ilíaca e a última costela), enquanto que a circunferência abdominal é a medida aferida na região do tronco que passa pelo umbigo do paciente.

Em seguida, na parte destacada em negrito “Tipos de Gorduras”, o texto afirma que nossa gordura corporal pode ser dividida em três tipos diferentes:
“Gordura estrutural”.  
“Reserva fisiológica”.  
“Gordura anormal”.

Não que os termos “gordura estrutural” e “reserva fisiológica” estejam certos, mas eles pelo menos são compreensíveis. Por outro lado, o termo “gordura anormal” não apresenta correspondência na literatura científica. Essa definição simplesmente não existe... Talvez o acúmulo ectópico de gordura — condição patológica de algumas doenças, como a AIDS, na qual ocorre o depósito de gordura em regiões incomuns — possa ser considerado como “gordura anormal”. Mas as pessoas com excesso de peso que procuram a dieta do hCG como tratamento normalmente não se encaixam nas doenças que levam ao acúmulo ectópico de gordura. Na verdade, são simplesmente pessoas com acúmulo de gordura generalizado no tecido adiposo, órgão que tem como função justamente o armazenamento de gordura; essa é sua função normal. Logo, não tem nada de “anormal” na gordura acumulada em pessoas comuns com sobrepeso ou obesidade.

Um pouco mais adiante, ao falar sobre a história do hCG, o texto destaca:
"Há mais de 60 anos, o pesquisador norte americano Dr. Simeons...".

O médico que popularizou o uso do hCG para a perda de peso, Albert Simeons, não é americano, mas sim britânico (inglês). E essa informação pode ser facilmente obtida na internet, até mesmo nas páginas em inglês da Wikipédia sobre o hCG ou sobre o próprio Simenos.

Inclusive, esses mesmos textos da Wikipédia já falam sobre a ineficácia do uso do hCG para a perda de peso, citando o posicionamento da FDA, que é o órgão norte-americano que regula alimentos, suplementos e medicamentos — semelhante à Anvisa no Brasil. Vale ressaltar que a FDA é bastante “liberal”, ou seja, ela permite, e até corrobora, o uso de uma série de substâncias ineficazes. Ela não pode proibir o uso do hCG na prática clínica, até porque esse hormônio é utilizado em mulheres que apresentam dificuldades para engravidar, mas a FDA pode proibir o uso do hCG em medicamentos destinados para a perda de peso. E foi justamente isso que o órgão fez: em 2011, proibiu a venda de hCG em “doses homeopáticas”. E quando a FDA proíbe alguma substância, a ineficácia do produto ou é um fato, não apenas uma hipótese.


Sobre os (fraquíssimos) argumentos de quem é a favor do hCG

O texto, fazendo referência à Anvisa (curiosamente, esse trecho apresenta o link com a fonte da informação) e à Declaração de Helsinki, cita: 
“O médico deve ter a liberdade, no tratamento de um paciente, de usar uma nova providência diagnóstica ou terapêutica se em seu julgamento isso oferecer esperança de salvar vida, restabelecer saúde ou aliviar sofrimento”.

Nesse contexto, o texto faz menção ao uso off-label de medicamentos. Esse termo diz respeito à utilização de fármacos para fins distintos dos quais eles foram desenvolvidos, como utilizar uma droga para o tratamento do diabetes (ex: metformina) com o objetivo de perda de peso. Ou seja, se o médico julgar que um medicamento com a função primária de tratar a condição X pode, também, ter um efeito positivo sobre a condição Y, ele tem liberdade para proceder com esse tratamento “alternativo”. Nada mais justo.

Porém, é óbvio que isso só vale se o medicamento off-label realmente tiver um efeito positivo sobre a condição “alternativa” que estará sendo tratada. Como já mencionei anteriormente nesse post, e também no primeiro post sobre esse assunto, o hCG não proporciona benefícios adicionais durante a perda de peso numa dieta extremamente hipocalórica. Portanto, descrever o que é o uso off-label de um medicamento, assim como sua importância, no contexto do hCG, é uma maneira "pouco ortodoxa", se for premeditada, de se construir um argumento falacioso.

Agora chegamos ao ponto central da discussão. Se as evidências científicas mostram que o hCG não ajuda na perda de peso, quais são os argumentos utilizados pelos defensores do hCG para justificar seu uso?

Mais uma vez, vou utilizar uma citação do texto em destaque, retirada da seção “Considerações pontuais sobre o hCG”, para demonstrar a pobreza e a fragilidade dos argumentos utilizados pelos defensores do hCG: 
“1- TRABALHOS MOSTRANDO A EFICÁCIA DESTE TRATAMENTO FOI PUBLICADO EM 1954 NO THE LANCET (The Lancet vol 2, pp. 946-947, 1954)”

E quais os problemas desse trecho? Vamos a eles:

1) Tem um erro feio de concordância verbal. O problema não é o erro de concordância em si — até porque o mais importante é que o texto seja compreensível (e, de fato, dá pra entender a mensagem que quer ser passada) —, mas sim o que esse e outros trechos incorretos ao longo do texto representam para o cuidado sobre a informação que está sendo transmitida.

2) Perceba que o texto diz “trabalhos” no plural, mas cita apenas uma referência. Isso é um pouco estranho, porque cada referência citada normalmente diz respeito a um único estudo original, a não ser que se especifique o contrário. Como assim? Por exemplo, eu poderia citar apenas uma referência e dizer “trabalhos” ou “estudos”, desde que essa minha referência estivesse citando um estudo de revisão. Então, a primeira questão a ser levantada é: será que são “trabalhos”, no plural, que mostraram a eficácia do hCG?

3) Ainda sobre o termo “trabalhos” no plural. A princípio, novamente antes mesmo de abrirmos o estudo, a referência colocada no texto dificilmente diria respeito a um estudo de revisão. Por um simples motivo: estudos de revisão são trabalhos extensos, com muitas páginas, já que muitos dados sobre um mesmo tema são agrupados para se conceber esse tipo de estudo. E se observarmos a referência citada, o estudo em questão possui apenas duas páginas, 946 e 947. Só para termos uma ideia, estudos de revisão normalmente citam centenas de outros estudos; isso, no final do trabalho, resulta em várias páginas contendo apenas as referências citadas.

4) Um última possibilidade é que o estudo referenciado no texto, por ter apenas duas páginas, seja um editorial ou comentário. Esses são tipos “especiais” de trabalhos científicos, que não se encaixam nem como pesquisas originais e nem como revisões. Os editoriais e comentários, apesar de serem científicos, são um pouco mais “informais”, e normalmente discorrem sobre aspectos pontuais ou relevantes sobre determinado tema recente. Se o estudo referenciado pelo texto do hCG for um editorial ou um comentário, isso por si só já é algo passível de crítica no que diz respeito à credibilidade da referência citada. Por alguns motivos. O primeiro é que, simplesmente por serem curtos e pontuais, esses tipos de publicações (editoriais e comentários) jamais serão completos como um estudo de revisão. Em segundo lugar, o viés de confirmação muitas vezes está presente nesses tipos de publicação.

5) Considerando os pontos 2, 3 e 4 comentados acima, é possível afirmar que o estudo citado é extremamente limitado, mesmo sem examiná-lo. Ou seja, ele estaria bem longe de ser um estudo com credibilidade suficiente para dar suporte ao argumento de que o hCG é efetivo para a perda de peso (ou para qualquer outra coisa).

6) A referência citada não está escrita de forma correta. Ela não apenas está incompleta como, oficialmente, está errada. O jeito certo de escrever seria:
Lancet. 1954;264(6845):946-7.

Comparando as duas formas, pode-se notar claramente as diferenças. E por mais que essa observação possa parecer um "exagero", uma referência científica escrita de maneira inadequada dificulta muito a busca e identificação do trabalho citado, e consequentemente a confirmação das informações apresentadas. Eu mesmo tive muita dificuldade para localizar o material. Ao ler o texto e a referência citada, prontamente tentei localizar o artigo. Num primeiro momento, não consegui encontrá-lo justamente devido à apresentação inadequada da referência. O volume da revista na qual o estudo em questão foi publicado não é “2”, como apresentado no texto, mas sim “264”. Além disso, na referência citada no texto não consta o número da revista, que, observando a forma correta de escrever logo acima, é "6845". Esses dois dados são essenciais para encontrar um estudo que não teve seu nome citado, situação esta que corresponde ao observado no texto da presente crítica.

7) A título de informação adicional, aproveito a oportunidade para mostrar aos curiosos a forma correta de citar um referência científica, segundo o estilo Vancouver — que é a forma mundialmente adotada para se citar estudos científicos (apesar de que nem todas as revistas científicas seguem 100% essas recomendações).
  • Apesar do nome completo da revista ser “The Lancet”, a forma oficial de se citar é apenas “Lancet”.
  • No final do nome da revista, sempre deve ter um ponto final.
  • O ano de publicação vem logo após o nome da revista.
  • Em seguida, aparecem o volume e o número da publicação; o volume deve ser precedido de ponto e vírgula (“;”) e o número deve estar contido entre parênteses.
  • Por fim, o número das páginas deve ser precedido do símbolo dos dois pontos (“:”). Quando há algarismos em comum entre a página inicial e a página final, esses podem ser suprimidos. No nosso exemplo, os algarismos “9” e “4” são comuns entre “946” e “947”, por isso a forma ideal de se escrever as páginas é “946-7” ao invés de “946-947”. Se o artigo contemplasse as páginas de 946 até 975, o ideal seria escrever “946-75”. Por outro lado, se fosse da página 946 até a página 1012, não tem jeito: temos que escrever “946-1012”, sem abreviações. Vale ressaltar que as formas “946-947” ou “946-975” não estão erradas.

Ok, suposições de lado. Depois da dificuldade em encontrar o trabalho citado, devido ao fato de que a referência estava escrita de forma incompleta e errada, vamos enfim ao estudo:
“The action of chorionic gonadotrophin in the obese” [1].

O estudo é tão curto que, na verdade, possui apenas uma página completa! Ele até ocupa duas páginas, mas só metade da primeira e metade da segunda.

Primeiro ponto. Assim como suspeitado antes mesmo de se abrir o estudo, não são “trabalhos” (no plural) que mostram a eficácia do hCG. A referência nos leva a trabalho científico que corresponde a estudo único.

Segundo ponto. É um estudo tão incompleto que a parte da Métodos — a mais importante de qualquer trabalho científico — tem apenas três linhas. Três linhas! Quando li, quase não acreditei. A Metodologia corresponde à parte do trabalho na qual os pesquisadores devem relatar, em detalhes, todos os procedimentos e condições experimentais do estudo. É impossível fazer isso em apenas três linhas. Qualquer credibilidade que o estudo pudesse ter fica extremamente comprometida nesse caso, porque não temos os detalhes que precisamos para avaliar sua qualidade.

Terceiro ponto. Não é um estudo controlado, ou seja, não houve grupo controle. Quando temos um estudo sem grupo controle, é impossível sabermos até onde os efeitos observados foram realmente decorrentes do tratamento aplicado. Ou seja, se houvesse um grupo paralelo que recebesse apenas a dieta de 500 kcal, mas sem o hCG, a perda de peso deles no longo prazo seria a mesma? Seria menor? Seria maior? No caso, o grupo consumindo a dieta de 500 kcal sem o hCG seria o grupo controle, justamente para saber qual seria, isoladamente, o efeito da administração do hCG no grupo “tratamento” ou grupo “intervenção”. Mas calma, isso não já foi feito?! Sim, inúmeras vezes! Por isso, vou citar novamente a conclusão da meta-análise que referenciei no primeiro post sobre hCG, que avaliou o efeito desse hormônio sobre a perda de peso a partir dos resultados de 24 estudos, incluindo todos os ensaios clínicos controlados já publicados [2]:
“Nós concluímos que não há evidências científicas que demonstrem que o hCG causa perda de peso, redistribuição de gordura, reduza a fome ou induza sensação de bem-estar. Portanto, a utilização do hCG deve ser considerada como uma terapia inadequada para a perda de peso [...]”.

Portanto, quer dizer que, juntando todos os estudos controlados, a conclusão é que o hCG não funciona? Sim, é isso mesmo. Por outro lado, o texto objeto da presente crítica (que fala bem sobre o hCG) quer defender a hipótese de que a ciência corrobora o uso do hCG a partir de um único estudo (não controlado)? Sim, é exatamente isso que acabamos de ver.


Sobre a contradição dos próprios defensores do hCG

Vou ser breve para mostrar mais uma vez a falta de embasamento científico e a "contradição" dos textos que promovem o uso do hCG, com mais dois exemplos:
HCG – Evidências científicas dos benefícios do seu uso racional e bem indicado/orientado

Nesse primeiro exemplo, o texto cita 10 referências para embasar suas afirmações (fiz pequenas alterações na formatação para facilitar a visualização):
1. Asher, W.L., Harper, H.W. Effect of human chorionic gonadotrophin on weight loss, hunger, and feeling of well-being. Am J Clin Nutr. 1973 Feb;26(2):211-8. 
2. Belluscio, D.O. The hCG (human Chori-ogonadotropin) method for obesity treat-ment: a neglected issue. Disponível em: http://www.hcgobesity.org/. Acesso em: 21 julho 2013.  
3. Belluscio, D.O. Uso de hCG para o tratamento da obesidade e sobrepeso. 2010. Disponível em: http://oralhcg.com/por-tugues/po1.2.htm. Acesso em: 21 julho 2013. 
4. Belluscio, D.O., Ripamonte, L., Wolansky, M. Utility of an Oral Presentation of HCG (Human Choriogonadotropin) for the Man-agement of Obesity: A Double Blind Study. The Original Internist. December, 2009. 
5. Bosch, B., Venter, I., Stewart, R.I., Bertram, SR. Human chorionic gonadotrophin and weight loss. A double-blind, placebo-controlled trial. S Afr Med J. 1990 Feb 17;77(4):185-9. 
6. Fleigelman, R., Fried, G.H. Metabolic effects of human chorionic gonadotropin (HCG) in rats. Proc Soc Exp Biol Med. 1970 Nov;135(2):317-9. 
7. Lijesen, G.K., Theeuwen, I., Assendelft,W.J., Van Der Wal, G. The effect of human chorionic gonadotropin (HCG) in the treatment of obesity by means of the Simeons therapy: a criteria-based meta-analysis. Br J Clin Pharmacol. 1995 September; 40(3):237–243. 
8. Shetty, K.R., Kalkhoff, R.K. Human chorionic gonadotropin (HCG) treatment of obesity. Arch Intern Med. 1977 Feb;137(2):151-5. 
9. Simeons, A. T. W. Pounds and inches: a new approach to obesity. Medical Veritas 5 (2008) 1797–1825. 
10. Simeons, A.T. The action of chorionic gonadotrophin in the obese. Lancet. 1954 No

Algumas considerações importantes:
  • A referência 1 [3] é um dos poucos estudos individuais que apresentam possíveis efeitos benéficos do hCG: ele mostrou que os pacientes que usaram o hCG realmente sentiram menos fome e maior sensação de bem-estar que os indivíduos que não usaram o hormônio. Entretanto, se existem outros estudos que avaliaram a influência do hCG sobre esses parâmetros, eles precisam ser levados em consideração. Caso contrário, temos mais um exemplo de viés de confirmação: o texto apresenta apenas os elementos capazes de confirmar aquilo que se quer demonstrar. E juntando todos os estudos, qual é a conclusão? Que o uso do hCG não influencia indicadores de fome e bem-estar nos pacientes [2].
  • As referências 2 e 3 são de textos na internet, e não de artigos científicos. Por esse motivo, não vamos nem comentá-las.
  • A referência 4 [4] é de um estudo publicado numa revista que nem mesmo é indexada ao Pubmed e outras bases de busca de artigos científicos. (Só para ficar claro, quem clica nas referências que eu disponibilizo sabe que sempre coloco o link diretamente para o Pubmed). Para uma revista não ser indexada, ela tem que ter uma relevância muito (muito!) pequena. Sem contar que o estudo em si não encontrou qualquer diferença no emagrecimento entre quem usou ou e quem não usou o hCG. Além disso, o autor principal do texto é um médico que advoga o uso do hCG, ou seja, há um potencial conflito de interesses em jogo. Por que será que o estudo foi publicado numa revista de mínima expressão? Será que é porque não encontrou resultados no emagrecimento, porque não é um estudo de qualidade ou pelo conflito de interesses? Ou ainda em função de mais de um desses motivos?
  • Curioso os estudos das referências 5 e 8 terem sido mencionados, porque as conclusões deles são justamente de que o hCG não funciona. Para citar os autores da referência 5, em tradução livre [5]: "Nós concluímos que não existe lógica para o uso de injeções de hCG no tratamento da obesidade". E os autores da referência 8, em tradução livre [6]: "Esses resultados indicam que o hCG não possui efeitos nos parâmetros [bio]químicos ou hormonais mensurados e não oferece vantagens superiores à da restrição calórica na promoção da perda de peso". Por que um texto defendendo o hCG citaria referências como essa?!
  • A referência 6 é um estudo em ratos. Como temos dezenas de estudos com humanos, não precisamos de um estudo com animais para se avaliar a eficácia do hCG. Além disso, quaisquer efeitos observados em ratos não necessariamente serão os mesmos dos observados em humanos. 
  • O caso da referência 7 é o mais intrigante. Ela é o estudo de meta-análise que chega à conclusão, depois de juntar e avaliar todos os estudos realizados em humanos, que o hCG realmente não funciona [2]! Sério, esse é o último estudo que um defensor do hCG deveria citar num texto que endossa o uso desse hormônio. É um tiro (de canhão) no pé.
  • A referência 9 diz respeito ao livro publicado pelo Dr. Simeons, "criador" da dieta do hCG, e por razões óbvias de conflito de interesses não demanda comentários adicionais.
  • A referência 10 é exatamente o mesmo estudo citado no texto que foi o foco do presente post e, portanto, os comentários apresentados anteriormente também aplicam-se aqui. Vale ressaltar que a citação em si está ainda mais incompleta do que o observado no primeiro texto criticado nesse post.

E o outro texto é esse:
Não é milagre. É tratamento com HCG!

Ao final do texto, 4 das 6 referências são citações de estudos científicos:
- American Journal of Medical Sciences 1918; November: 714 – 
- J Reprod Fertil 1981; 63(1): 101-108  
- Am J Clin Nutr 1976; 29: 940-948 
- Am J Clin Nutr 1973; 26: 211-218

As minhas considerações:
  • Sinceramente, não pesquisei a primeira referência. Com a falta de informações, seria necessário descobrir (adivinhar) o volume e o número da publicação desse estudo. Como pode um texto querer defender uma hipótese e nem mesmo fornecer a referência de forma correta?
  • O segundo estudo não tem nada a ver com o efeito do hCG no emagrecimento [7], então não necessita de comentários.
  • A terceira referência, assim como nos casos das referências 5 e 8 citadas no texto logo acima, também é um caso curioso. Novamente, é um estudo que fala sobre a ineficácia do hCG. Para citar os autores, em tradução livre [8]: "O hCG parece não aumentar a efetividade de um rígido regime imposto para redução de peso". Na verdade, o título do artigo já diz tudo [8].
  • O quarto estudo é o mesmo da referência 1 [3] do texto anterior, então as mesmas limitações citadas acima também cabem aqui.


A dieta do hCG não funciona

Na verdade, a dieta até funciona, só que o hCG não tem nada a ver com efetividade do tratamento. Não cabe apresentar aqui novamente os detalhes porque já escrevi sobre isso antes. Inclusive, convido também, a quem interessar, a lerem o post da GENES Consultoria Nutricional sobre o assunto.

Mas vou repetir mais uma vez a parte importante: a dieta do hCG funciona porque existe uma restrição energética muito considerável, uma vez que o consumo alimentar gira em torno de 500 kcal/dia. Essa é uma quantidade de calorias muito pequena, naturalmente levando o corpo a utilizar as próprias fontes de energia para manter suas funções fisiológicas. Entretanto, a perda de peso e gordura corporal nas pessoas que fazem essa dieta não guardam relação alguma com com o hormônio.

A utilização do hCG não aumenta a perda de gordura, não reduz a fome e não aumenta a sensação de “bem-estar” no paciente [2]. Ou seja, os efeitos supostamente atrelados ao uso desse hormônio simplesmente não acontecem. A ciência sabe disso há tanto tempo que simplesmente parou de estudar o hCG como terapia para a perda de peso. A veracidade deste fato pode ser constatada pelo fato de que o último estudo que diretamente testou o efeito do hCG sobre a perda de peso é de 1990! Não que não existam estudos mais recentes falando sobre o hCG, porque há; mas são apenas estudos de revisão.

Resumindo: você certamente vai perder peso consumindo 500 kcal/dia + hCG, mas você vai perder a mesma quantidade de peso se não fizer o uso do hCG dada a mesma quantidade de calorias ingeridas.

Corroborando ainda mais os argumentos que apresento nesse post, temos também o posicionamento das maiores instituições médicas que trabalham com obesidade: a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO). As duas são estritamente contra o uso do hCG para o emagrecimento.





Não que eu sempre concorde com todas as sugestões dessas instituições que "mandam" na saúde — muito pelo contrário, já vi dezenas de casos em que elas sugerem recomendações e diretrizes duvidosas (ou até erradas), como no caso do consumo de sal/sódio. Mas, nesse caso, não tem nem como contestar esse posicionamento. 

Inclusive, assim como propus a um leitor que deixou comentários a favor do hCG no post anterior, fica o desafio a quem defende o uso desse hormônio: apresentem evidências científicas sobre o mecanismo de ação ("quebra" de gordura") e, preferencialmente, sobre a real efetividade do hCG no emagrecimento.


Considerações finais

Uma dúvida permanece: por que o hCG ainda é prescrito? Esse é um assunto relativamente complexo, mas que dá margem a algumas especulações. Primeiro, a terapia com hCG é muito cara, o que permite um ganho monetário significativo para quem trabalha com ela. Segundo, muitas pessoas querem resultados rápidos e gostam de acreditar que existem “milagres”, e por isso o discurso sobre a eficácia do hCG é tão cativante.

Além de tudo que foi discutido, outra consideração importante deve ser feita. A pessoa que faz uso do hCG não vai passar pelo processo de educação alimentar e nutricional que é imprescindível para qualquer um de nós, e que talvez seja ainda mais importante para alguém que atualmente se encontra com sobrepeso ou obesidade. Se você aprender a se alimentar bem e se os seus objetivos forem alcançados a partir de prática saudáveis, pode ter certeza que os resultados terão um valor muito maior e serão muito mais duradouros.

Esse post não é direcionado a pessoas específicas, mas sim uma crítica à propagação de informações, sem embasamento científico, sobre o uso do hCG. Cadê a medicina baseada em evidências para tentar matar de vez o fantasma do hCG?


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Posts relacionados:




Referências

1. Simeons AT, et al. The action of chorionic gonadotrophin in the obese. Lancet. 1954;264(6845):946-7.

2. Lijesen GK, et al. The effect of human chorionic gonadotropin (HCG) in the treatment of obesity by means of the Simeons therapy: a criteria-based meta-analysis. Br J Clin Pharmacol. 1995;40(3):237-43.

3. Asher WL, Harper HW. Effect of human chorionic gonadotrophin on weight loss, hunger, and feeling of well-being. Am J Clin Nutr. 1973;26(2):211-8.

4. Belluscio DO, et al. Utility of an oral presentation of HCG (Human Choriogonadotropin) for the management of obesity: a double blind study. The Original Internist. 2009;16(4):197-210.

5. Bosch B, et al. Human chorionic gonadotrophin and weight loss. A double-blind, placebo-controlled trial. S Afr Med J. 1990;77(4):185-9.

6. Shetty KR, Kalkhoff RK. Human chorionic gonadotropin (HCG) treatment of obesity. Arch Intern Med. 1977;137(2):151-5.

7. Leaver HA, Boyd GS. Action of gonadotrophic hormones on cholesterol side-chain cleavage and cholesterol ester hydrolase in the ovary of the immature rat. J Reprod Fertil. 1981;63(1):101-8.

8. Stein MR, et al. Ineffectiveness of human chorionic gonadotropin in weight reduction: a double-blind study. Am J Clin Nutr. 1976;29(9):940-8.




103 comentários:

  1. Meus parabéns!Está mais do q na hora d existirem explícitas e contundentes críticas aos textos e declarações grandiloquentes,sofismáticas,acientíficas e de parca e tendenciosa criticidade,e,arriscaria dizer,hipócritas d pseudoautoridades como Lair Ribeiro e Victor Sorrentino!Eles tem a pachorra d criticar a"medicina convencional",s se aperceberem(ou N estarem nem aí!)p as próprias crenças deficientes em embasamento ou ainda necessitantes d mto questionamento.Se unem ao Augusto Cury em pseudociência arrogante travestida,mal e porcamente,d ciência avançada,d ponta e"verdadeira".Chega a induzir nojo tal"postura" na qual mtos leigos,ou mesmo profissionais incautos,caem cm patos! ALV,médico psiquiatra e"curioso"d temas cm alimentação saudável,atividade física,potenciais estratégias p longevidade saudável,bio-hacking.

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    1. ok...ok.... mas eu afirmo como uma mulher inteligente (sim sim, concursada pos graduada, trilingue...) que ARRISCOU fazer o tratamento mesmo tendo um IMC relativamente baixo e emagreci 8kg sem sentir fome e basicamente quase todo esse peso de gordura! Ah, e sem rebote e sem colaterais!!!!!!

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    2. Muito bom pra você. Porém, isso de forma alguma invalida o que a ciência diz sobre o hCG.

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    3. Eliminei 15 quilos, o HCG mudou a minha vida. Obrigada ao Dr Lair Ribeiro melhor nutrólogo do Brasil. Só fala mau mesmo quem nunca fez...ou quem nnca sofreu de obesidade e está cansado desse monte de balela que nao funciona.

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    4. Respondi seu comentário (que foi o mesmo) lá embaixo, ok?

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  2. João,
    Parabéns!!!! Ótimo post.
    Quase me deixei levar pela moda do HCG. Ainda mais, como você disse, que nós somos passiveis de acreditar naquilo que é mágico. Sempre queremos resultados rápidos e mais eficientes!
    Depois de várias decepções que tive, só acredito numa coisa:
    Sem trabalho, não há resultado!!!
    Isso inclui dietas milagrosas, Termogênicos super-eficientes, TelexFree..... kkkkk e por aí vai.
    Gosto dos seus posts, pois demonstram ser muito bem fundamentados. O mesmo acontece nas suas consultas onde suas respostas são muito bem embasadas.

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    1. Obrigado pela leitura e pelos elogios, Otaviano. É sempre bom poder trabalhar também com pessoas comprometidas com objetivos, o que facilita muito a vida do profissional!

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  3. João, bom dia!

    Eu pesquisei sobre a dieta do HCG e realmente ela é bem atraente, li também sobre efeitos colaterais e o que sabe sendo prejudicial a saúde e é claro que li toda esta sua postagem e a outra que esta aqui no seu blog.
    Confesso que estou estou em duvida sobre a eficácia desta dieta e tenho duvidas, acredito que você possa me ajudar...
    Bem, eu li na sua outra postagem, como resposta a uma mulher que se ela fizer essa dieta de 500kg dia, talvez perderia o mesmo peso durante o período indicado pela dieta, mas isso não ha deixaria fraca?
    Na dieta do HCG, realmente é eliminado gordura? Se sim, elimina gordura localizada?
    Se eu fizer uma dieta de 500kg dia e tiver essa perda de gordura, alias de peso de até 8kg, pra que serve o HCG na dieta?

    Certa de seu retorno e ajuda

    Abraços.

    Fah.

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    1. Obrigado pela leitura, Fah!


      Quem é a favor da dieta do hCG costuma dizer que o uso do hormônio serve para alguns benefícios adicionais que você não obteria caso não o utilizasse:

      - Estímulo maior à perda de gordura do que à perda de massa magra (já que com uma dieta de 500 kcal você vai perder um pouco de cada tipo de massa corporal).

      - Redução do apetite.

      - Maior sensação de bem-estar.


      O problema é que os estudos não mostram isso. Os estudos dizem que, usando o hCG ou não, você vai perder a mesma quantidade de peso, sentir a mesma fome (seja ela pequena ou grande) e não vai sentir maior sensação de bem-estar. 7

      O ponto forte de se avaliar os efeitos do hCG a partir de estudos controlados é que são comparados sempre dois grupos: o grupo controle (placebo) e o grupo tratamento (hCG). E isso é realizado de maneira duplo-cega, ou seja, onde nem os pesquisadores e nem os pacientes sabem quem está recebendo o placebo e quem está de fato recebendo o hCG. Essa é a forma ideal de se avaliar qualquer tipo de tratamento, uma vez que o paciente não tem como ser afetado pelo famoso "efeito placebo", ou seja, ele não vai se deixar acreditar que o tratamento que está recebendo vai ou não ser efetivo, justamente porque ele não sabe se está recebendo o hCG ou não.

      Na prática clínica, quando um paciente procura o tratamento do hCG, ele sabe que está recebendo o hormônio. Não só isso, ele procurou esse tipo de tratamento justamente porque ele, naquele momento, estava convencido de que o uso do hCG traria benefícios. E, apesar de muita gente não saber, você conhecer e acreditar no tratamento que está recebendo pode influenciar diretamente nos resultados. Uma série de pesquisas que estudam o efeito placebo, ou estudam o "mindset" (estado de mente) das pessoas, mostram que o fato de acreditar no efetividade do tratamento pode trazer efeitos positivos além. Então, na prática, a pessoa que usa o hCG vai atribuir a esse hormônio todos benefícios e resultados obtidos no tratamento. Mas repito: os estudos que eliminam esse tipo de viés mostram claramente que usar o hCG junto com uma dieta de 500 kcal não proporciona qualquer efeito adicional benéfico.

      Teoricamente, o máximo que você vai fazer é gastar mais dinheiro e se expor a um possível risco, já que não faz sentido usar hormônios exógenos quando não há necessidade e comprovação de benefícios.

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    2. Ok, entendi! Então seria mais uma adaptação psicológica a uma nova dieta restritiva a 500kg, do que a eficácia do uso hormonal HCG, correto?

      Estou questionando você justamente pela minha curiosidade da eficácia desta dieta, tenho dias mulheres conhecidas que tiveram resultados ja apontados anteriormente, ou seja atingiram o objetivo que foi proposto pelo tratamento.

      Tenho que perder gordura localizada, ja tentei varias coisas, academia, herbalife, massagens e nada teve o retorno que eu busco, ja tomei termogênico entre outras coisas e como este tratamento" do HCG teve resultado e eu vi pessoalmente nas colegas me estugou muito.

      Agradeço seu breve retorno e atenção.

      Abraços.

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    3. São várias pessoas que afirmam que, na prática, o uso do hCG foi a melhor estratégia que eles utilizaram para a perda de peso e gordura corporal. Se realmente é o caso, a única explicação que me vem em mente realmente seria esse efeito "psicológico", justamente porque os estudos mostram claramente que não há benefícios adicionais quando se usa o hCG.

      A dieta Paleo, ou similares, são muito efetivas para a maioria das pessoas. Caso não tenha experimentado, vale a tentativa. Mas vale ressaltar que duas coisas são essenciais para o sucesso na alimentação para a perda de peso: 1) a real eficácia do 'tratamento' (termogênicos não funcionam, dietas bem montadas funcionam); 2) se comprometer e seguir de forma adequada (busque um tratamento efetivo que seja fácil de ser seguido por você e só você).

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    4. Estou com o dr souto. Ele é contra essa dieta. Então eu tbm sou!

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  4. Ok, muito obrigada João. Abraços!

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  5. Boa tarde,

    eu conheci este protocolo hcg por um vídeo do Dr. Lair Ribeiro no youtube, enquanto eu assistia videos dele sobre nutrição. Ele defende o uso desse protocolo, porém lá ele menciona uma suposta condição de realinhamento do eixo hipotálamo-adrenal-gônada, que se ocorrer, seria mais importante que a perda de peso durante o tratamento. Minha dúvida reside na referencia nutricional usada, e na simplificação do chamado "balanço calórico negativo" que não é tão simples quanto parece... afinal se fossem só "as calorias" nós poderíamos engordar bebendo gasolina e óleo diesel, já que um litro consegue mover uma coisa de uma tonelada por 10km (num carro/utilitario que faça 10km/l). Então, vendo esse contexto, vejo também que os americanos passaram 40 anos nutricionalmente perdidos, e também acreditavam que era somente cortar calorias que resolveria. O hcg entrou no meio desse "tiroteio", pode ser furada, mas como voce enxerga essa questão do realinhamento, ou normalização, ou modulação... do eixo hipotálamo-adrenal-gônada? Se esse for o pulo do gato, seria mais eficiente que o valor do peso perdido num protocolo "hipocalórico"?

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    1. Olá, José Marcelo. Primeiramente, obrigado pela leitura.

      Muito interessante esse ponto que você tocou. Na teoria, sempre que você causar uma alteração positiva em hormônios ou vias bioquímicas que estão alterados, isso é positivo, justamente porque recondiciona o corpo a funcionar de maneira mais fisiológica.

      Isso se aplicaria, por exemplo, aos casos de obesidade e resistência à leptina. Acredita-se que a resistência a esse hormônio aumenta o apetite e reduz o gasto energético do indivíduo, facilitando o ganho de peso. Por isso estuda-se tanto a leptina e de que forma a resistência a esse hormônio poderia melhorar o quadro da obesidade.

      Mas toda essa teoria só é válida se a prática confirmá-la. E no caso do hCG, isso é fácil de descobrirmos. Se o hCG realmente levasse a uma "melhora" no eixo hipotálamo-gônodas, os ensaios clínicos que testaram a eficácia do hCG mostrariam resultados mais positivos justamente nos indivíduos que utilizaram esse hormônio. Mas não é isso que acontece. Então, mesmo que exista uma regulação benéfica desse eixo, isso não leva a resultados no curto prazo, ou seja, não traz benefícios adicionais enquanto o tratamento está em andamento.

      Para sermos justos, o ideal seria testar se, após o tratamento, tal regulação positiva do eixo hipotálamo-gônadas seria diferente entre hCG e controle. Mas nenhum estudo fez isso, justamente porque eles comparam os efeitos apenas durante o período de tratamento. Por outro lado, apesar do período de tratamento ser relativamente curto, ele não é tão curto assim. Caso o hCG modulasse esse eixo, você não acha que 4 semanas ou mais (período em que o hCG normalmente é administrado) não seriam suficientes para ver tal regulação positiva? Eu acredito que seriam... Sinceramente não consigo pensar em nenhum tipo de tratamento, farmacológico ou não, que demoraria mais tempo do que isso para apresentar um efeito minimamente diferente de um placebo.

      Resumindo: acredito que a ausência de diferença nas variáveis mensuradas entre hCG e placebo, considerando o tempo curto (mas não tão curto) de tratamento nos estudos, seria suficiente para mostrar que tal regulação do eixo hipotálamo-gônadas provavelmente não acontece.

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  6. Olá, Marcelo. Eu sou médico e conheço muitos outros colegas que praticam essa dieta. Eu mesmo já a prescrevi e também inicialmente a achei muito inadequada. Eu li sobre a literatura e vi que não havia nada sólido mostrando a eficácia da dieta, exceto os comentários desses colegas dizendo que o resultado era muito bom. Então eu decidi testar em mim mesmo, apesar de não ser gordo. A intenção era avaliar se o hcg afetaria o meu apetite, e funcionou. Eu não perdi peso algum, mas não tenho excesso de gordura, só que eu fiquei comendo 500 kcal e não tive fome alguma (como se fosse um dos medicamentos anti-obesidade, tipo mazindol, femproporex e anfepramona, que são liberados para uso e tem uma série de efeitos adversos). Eu não fiquei nervoso, ansioso,mas me senti fraco. Esse é o efeito colateral maior, fraqueza. Após 14 dias eu parei e a fome voltou com intensidade significante, mas não houve ganho de peso a seguir. Logo depois o meu sócio decidiu tomar e perdeu cerca de 12 kilos a um custo baixo, cerca de 50 a 100 reais por 23 pastilhas de hcg. O assunto entrou na minha família e uma senhora de 80 anos, parente da minha esposa decidiu fazer a tal dieta sob a minha orientação. Perdeu muitos kilos, ela uma senhora obesa que não perdia peso por nada, estava quase a ponto de não mais andar e isso a ajudou a continuar caminhando, est´[a viva até hoje. Essa mesma senhora já fez 3 vezes o hcg e perdeu 6 a 8 kilos em cada vez, porém adora comer e ganha o peso em 4-6 meses, mas ela não faz a manutenção, ela simplesmente adora comer e prefere viver assim. Então eu fiquei na dúvida se a perda era realmente de gordura, investi em uma ótima bioimpedância e continuei a testar, notando realmente bons resultados com perda quase total de gordura, com um custo bem baixo. Já fiz outras caridades e testei a dieta sem cobrar em conhecidos, obtendo bons resultados. A partir de então, passei a cobrar, inserindo essa dieta dentro de um plano mais completo, com orientações nutricionais, adequação hormonal, equilibrio da microbiota, etc.

    Na minha opinião, se o paciente vem me pedir isso, eu prefiro acompanha-lo de perto com essa dieta do que largá-lo sem ajudá-lo, pois ele certamente achará outro que prescreverá a dieta e talvez esse outro não trate o paciente com as devidas orietações. E entre drogas anti obesidade e hcg, fico com o hcg, sem dúvida, mas não isoladamente, não vender escondido em shopping center, como já foi feito, mas com o devido acompanhamento integrativo.

    Sobre a metanálise que você comentou, no texto (http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1365-2125.1995.tb05779.x/epdf) consta que "nenhum desses estudos pontuou em critérios estatísticos importantes, como “confiabilidade e validade”, o que ao meu ver inutiliza qualquer dado do estudo.

    Sobre estudos duplo cegos com hcg, isso é bem complicado, estudos são caros e quem iria pagar por eles.

    Então, na minha opinião, respeitando a sua, inclusive agradecendo por fomentar essa discussão, vale a pena, eu testei em mais de 10 pessoas sem custo, incluindo eu, minha mãe e amigos e obtive resultado bom, satisfatório, na opinião dos pacientes. Eu não tenho coragem de prescrever anfepramona, já acompanhei morte de paciente por esse motivo, provavelmente porque a mesma ingeriu mais comprimidos do que foi prescrito. Esse risco é inexistente com o hcg. Como preço é baixo eu acho que vale a pena, só que cobram muito caro por um procedimento simples, as vezes muito caro mesmo, principalmente os médicos que atendem as classes mais privilegiadas da sociedade, onde eu não me incluo. Eu entendo o fato de sociedades médicas serem contra, elas são financiadas pela indústria farmacêutica.

    Parabéns pelo blog, vou dar uma fuçada.

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    1. Olá, Fabio.

      Primeiramente, obrigado pela leitura e pela educação na formulação da sua resposta. Diferentemente da maioria das pessoas que comentam aqui para defender o hCG, você ponderou seu ponto de vista de maneira louvável.

      Ninguém pode contestar a prática clínica. Se funcionou, funcionou. Pode ter funcionado por um efeito "placebo", como respondi em um outro comentário, ou pode ter dado certo por qualquer outro motivo. O efeito placebo, por exemplo, é muito mais forte do que a maioria das pessoas imagina; então, mesmo você ou qualquer outra pessoa propositalmente quiser pensar que o hCG não vai fazer o efeito "esperado", ele mesmo assim pode resultar nos "benefícios" propagados.

      Relatando experiências práticas, posso dizer que já fiquei mais de uma semana realizando apenas uma refeição por dia sem sentir fome alguma, em qualquer horário. A minha única refeição diária tinha mais de 500 kcal, mas certamente eu conseguiria ficar sem fome comendo menos do que isso. Então não necessariamente é o hCG que faz a supressão da fome. Até porque a maioria das pessoas que usa o hCG são obesas, e considerando a enorme quantidade de tecido adiposos que elas têm, o raciocínio lógico seria que a abundância de energia na forma de gordura que seria liberada numa dieta de 500 kcal -- com hCG ou não -- seria suficiente para que o apetite seja pouco estimulado.

      Sobre a pontuação na meta-análise, o fato dela ser baixa não faz com que exista evidência de que o hCG proporcione benefícios. Se nenhum estudo pontuou bem, até mesmo aqueles que tendem a favorecer o hCG são "fracos". Nesse sentido, as evidências que dão suporte ao uso do hCG continuam inexistentes.

      Obrigado pela leitura mais uma vez!

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    2. Ola Fabio, me corrija caso esteja errada. No seu comentário, vc comparou o efeito do Hcg aos mesmos dos inibidores de apetite como: mazindol, femproporex e anfepramona. E afirmou que o uso do Hcg seria mais seguro na administração que esses inibidores que eu sei, pois ja fui uma paciente, normalmente são prescritos por endocrinologista ou médicos de um modo geral. Então vc acha que o uso desses inibidores são um grande risco à saúde? Pergunto pois sou leiga no asunto. E minha outra curiosidade é, como funciona a prescrição de um desses inibidores junto a administração do Orlistat? E finalizando, como é baixo custo, se o Hcg prescritos custam em média entre 500 a 800 reais? O que vc e sua família usou foi manipulado?
      Obrigada desde já

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  7. Olá, você já leu os estudos de 40 anos feitos pelo dr. Siemens? Ou seja, as pesquisas do precursor dessa dieta de reprogramação corporal? Segundo ele afirma, e se for seguida corretamente funciona sim.

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    1. Olá, Unknown.

      Os estudos do Simeons podem ter começado na década de 40, mas foram publicados a partir da década de 50. O estudo dele que eu cito no texto, "The action of chorionic gonadotrophin in the obese", de 1954, foi o primeiro a ser publicado no sentido de avaliar o efeito do hCG na perda de peso.

      E eu mencionei no texto por que esse estudo não significa quase nada. Porque ele não é randomizado e não tem grupo placebo. Os estudos que compararam hCG a um placebo mostram claramente que o hCG não confere nenhum benefício adicional na perda de peso. A perda de peso, assim como os demais efeitos positivos que dizem ocorrer -- supressão da fome, sensação de bem-estar, maior "queima" de gordura -- não mudam se você usar hCG ou usar um placebo. Todos os efeitos são decorrentes da dieta hipocalórica que é prescrita junto ao hCG.

      Pra entender por que os estudos do Simeons não nos dizem muita coisa (já que não são ensaios clínicos randomizados e controlados por placebo), leia esse post:

      http://cienciadanutricao.blogspot.com.br/2014/12/tipos-de-estudos-cientificos.html

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  8. Sou apaixonada por HCG...funciona sim e muito..tira fome simmm...dá muita energia etc.Iniciei a dieta com 61,900 após 21 dias 54.900 .Fiquei muito feliz com o resultado muito ignorante quem não conheci não usou e fala mal do HCG, pra mim será o fim da obesidade,vcs não sabem o que fazer dieta a vida toda sem resultado nenhum,enquanto hcg na primeira tentativa foi só alegria,precisa de muita disciplina mais isso os obesos tem demais pois lutam a vida toda por um corpo saudável.só um desabafo.

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    1. Olá, Anônimo.

      Seu 'desabafo' é bem-vindo, mas não precisa chamar ninguém de "ignorante". Se fosse assim, eu poderia também te chamar dessa forma, já que eu posso te afirmar que já fiquei mais de uma semana comendo 600 kcal por dia sem sentir qualquer coisa. Exatamente, não precisei do hCG pra não sentir fome, pra dar energia etc. O seu relato pessoal pode até significar alguma coisa pra você, assim como o meu relato pode significar alguma coisa pra mim, mas nenhum relato pessoal pode ser generalizado para a população.

      "[P]ara mim será o fim da obesidade"... O hCG jamais será a chave para acabar com a obesidade, uma vez que os ESTUDOS CIENTÍFICOS claramente mostram que ele não possui efeitos independentes na perda de peso.

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  9. Parabéns por mais um excelente texto. Publiquei no meu facebook e também no meu instagram, pois possuo um número considerável de seguidores e espero colaborar para divulgação de informações como esta (coloquei os devidos créditos e um link direto para o seu blog). Estou cansada de sensacionalismo. Um beijo, João!

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    1. Muito obrigado pelo apoio e pela leitura, Chris! Vamos continuar lutando para que informações verdadeiras cheguem ao grande público.

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    2. mais uma nutricionista contra, chego a pensar que estão com medo de perder clientes, se preocupem não. Se preocupem em aprender mais sobre saúde e sobre alimentação. Não se preocupe com os pontos, vírgulas e ponto e virgulas de um trabalho, e sim com seu conteúdo. Já vi tanta coisa mudar na ciencia. Antigamente o abacate e ovo eram inimigos, agora já estão sendo queridinhos ou não é? Amei HCG. oh coisinha boa para emagrecer sem dores, sem tonturas, sem indisposição, HCG é nota 1000. Ninguém consegue fazer uma dieta de 500 calorias sem passar mal, duvido!!!!

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    3. Olá, anônimo.

      Sou homem, então não posso ser "mais uma nutricionista".

      Não tenho medo algum de perder clientes. Se acha que isso seria uma preocupação, leia a sessão de comentários do outro texto do blog sobre hCG.

      A ciência não vai mudar pro hCG, simplesmente porque os pesquisadores já sabem, desde a década de 70, que usar hCG não traz benefícios adicionais a uma dieta hipocalórica. Inclusive, é por isso que há mais de 30 anos não foram publicados estudos novos sobre o hCG. A ciência já mostrou claramente que ele não ajuda. "Ah, mas funcionou comigo". Sinto (ou não) dizer que você sofreu de efeito placebo. Da próxima vez, peça para seu médico injetar (ou te dar pílulas) de solução salina; pelo menos dessa forma você não corre nenhum risco que pode estar associado ao uso de hormônios exógenos.

      Se é possível ficar em jejum por vários dias sem ter os efeitos colaterais que você menciona, pode ter certeza que dá, sim, pra fazer isso com 500 kcal. Se duvidar, procure na literatura científica os estudos da década de 60 e 70 onde os pacientes ficavam semanas em jejum completo. Sem contar o estudo de um paciente que ficou mais de um ano em jejum. Dieta de 500 kcal por 40 dias? Talvez, só talvez, não seja tão difícil como você tá dizendo.

      Se eu não estudasse não poderia apresentar claramente que a ciência já mostrou há muito tempo que o hCG não traz qualquer benefício adicional na perda de peso. E se eu não estudasse não precisaria mostrar falhas de descaso na construção de texto por parte dessas pessoas que são a favor do hCG.

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    4. Mas é obvio que não traz adicional na perda de peso. O principal, é que não traz os malefícios como enxaquecas, fomes, fraquezas, etc.... Tem certeza que sabe o que é HCG e da ação dele no organismo?
      Obrigada por ter respondido, porque no seu lugar não perderia meu tempo com o anonimato. Aproveitaria para meu crescimento em conhecimento e sede do saber. Estou aqui porque já sou aposentada e tenho tempo para ficar clicando aqui e ali. Senhor João Gabriel, desculpe pela "nutricionista" não foi com má intenção, eu deveria ter usado o termo mais um Profissional da Nutrição. Respeito muito essa classe que também faz parte da minha vida, pois foi uma nutricionista que prescreveu minha dieta que acompanhou o HCG prescrito pelo ortomolecular.
      E também fiz trilhas em outros nutricionistas antes, porém, sem grandes resultados. Tentei muitas dietas e acompanhamentos frustantes, talvez por isso eu seja grata ao HCG.

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    5. Não trazer os malefícios entra na categoria de "não trazer benefícios adicionais". Mas como parece não ter ficado claro, pra você, a partir da leitura dos dois textos que escrevi sobre o hCG, vou reformular a frase:

      Não faz diferença alguma, em nada que já foi avaliado -- fome, bem-estar, fraqueza, perda de peso --, usar hCG ou placebo.

      Você pode agradecer o quanto quiser ao hCG ou ao que for. Só entenda que o resultado que você obteve não tem nada a ver com a ação do hormônio na fisiologia do seu corpo. Isso é algo claramente demonstrado na literatura científica. O máximo que aconteceu foi um efeito placebo.

      Funcionou? Sim. Você ficou feliz com o resultado? Se sim, ótimo pra você. Porém, isso não pode ser usado como "prova" de que o hCG fez uma diferença fisiológica direta durante o processo de perda de peso.

      E, a partir desse seu segundo comentário, eu te diria o seguinte: seja mais cordial na forma de discutir um assunto -- independentemente de qual for. Principalmente quando você estiver na condição de Anônimo. É muito fácil se "esconder" aí e falar o que quiser (não que essa seja o seu caso; mas como eu não sei por que você postou como Anônimo, não posso garantir que não seja o caso). Diferentemente do primeiro comentário, você foi muito mais ponderada no segundo.

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  10. João Gabriel, você diz lutar para que informações verdadeiras cheguem ao grande público, assim peço a gentileza que apresente aqui os resultados de seu trabalho como Nutricionista, resultados e não apenas teoria. Do contrário, transparece apenas alguém querendo pegar carona no trabalho alheio pelo puro antagonismo teórico. Espero não ser esta o seu caso.

    Você busca com seu blog refutar no caso o trabalho do Dr.Simeons embasando-se em trabalhos alheios, quero ver um trabalho seu com resultados comprovados que de forma pontual, pois se buscar resultados encontro milhares de pessoas que fizeram esta dieta do HCG e que até hoje demonstram claramente que o resultado foi totalmente positivo, mas olhando para o seu trabalho e buscando nos fóruns acadêmicos não encontrei nada além de ver que você ainda esta em processo de formação buscando seu mestrado.

    Por gentileza demonstre aqui um trabalho seu que realmente possa por no chão o trabalho do Simeons com o HCG, visto que você diz que não há provas contundentes de que realmente ele funcione, que é mais uma questão de efeito placebo, demonstre com resultados o contraditório.

    Acredito honestamente que a Nutrição é o caminho para a boa saúde, falta agora encontrar pessoas que a conhecem de forma prática e não apenas teórica para salvaguardar o público em geral.

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    1. Olá, Alexandre.

      Eu não trabalho com hCG, nem no dia a dia da clínica e nem com pesquisa. Em relação aos meus pacientes, eu não posso divulgar dados aqui porque vai contra o código de ética do Nutricionista. De qualquer maneira, eu poderia divulgar qualquer dado; você jamais saberia se estou falando a verdade ou não. Então essa sua solicitação é praticamente inútil.

      Caso você esteja se referindo ao meu trabalho com pesquisa, sua visão está mais errada ainda. Um pesquisador não tem como objetivo provar nada. Ele simplesmente testa algumas hipóteses. E mesmo que as pesquisas confirmem a ideia inicial do pesquisador, na maioria dos casos tais resultados não "comprovam" nada -- justamente porque a minoria dos estudos possuem essa capacidade.

      Eu não posso demonstrar trabalho meu que põe por terra o trabalho do Simeons, justamente porque não trabalho com o hCG. Quando você me pede isso é como se você estivesse dizendo que, se você não trabalhar com determinado assunto, você jamais pode falar sobre ele... Um absurdo! As publicações científicas estão aí para isso! Para o conhecimento ser passado ao maio número de pessoas: dos pesquisadores aos profissionais, e dos profissionais ao público.

      E a ciência sabe há muito tempo que o hCG não beneficia a perda de peso. Eu não preciso mostrar um trabalho meu que confirme isso, porque dezenas de trabalhos já o fazem. Se o hCG funcionasse, novos estudos após a década de 70 teriam sido feitos e publicados. Mas não foram, justamente porque os pesquisadores sabem que é algo que não vale a pena investir dinheiro. Nem mesmo a indústria farmacêutica põe o dinheiro dela para estudar o hCG, sabendo que será um erro pois os estudos mostram, há muito tempo e de forma muito clara, que o hCG não ajuda.

      E não utilize argumentos falaciosos como "você ainda esta em processo de formação buscando seu mestrado" (sic). Quer dizer então que todo mundo que tem doutorado é autoridade nos assuntos? Triste...

      "Pegar carona no trabalho alheio". Quer dizer então que ninguém pode divulgar informações científicas? Muito triste... Ao invés de criticar as minhas objeções com falácias, por que você não tenta mostrar, de forma científica, que o hCG ajuda o emagrecimento?

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    2. Parabéns João Gabriel, como sempre vc é coerente nos seus comentários. E ao contrário do comentário do anônimo, acredito que vc quer informar a população da verdade basedo nos estudos científicos. Parabéns pra você que é um profissional que não tenta ludibriar os pacientes e super faturar com os mesmos!

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    3. Agradeço mais uma vez pela leitura, Priscila!

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  11. Este comentário foi removido pelo autor.

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  12. João Gabriel,

    você pega carona no trabalho alheio, não demonstra nenhuma prova que "você" tenha para comprovar sua tese a não ser demonstrar também trabalhos alheios e eu que sou falacioso? kkkkkk

    A famosa lei de Gerson kkkkkk.

    Que tenha vida longa e próspera meu caro, que a experiência lhe traga uma melhor visão sobre a vida e as pessoas.

    abs

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  13. João, boa-noite.

    Seu post foi um dos primeiros que eu li por completo na vida. Realmente, parece estar muito bem embasado e foi bem escrito.

    Encontrei ele no Google porque minha mãe me mostrou o famoso vídeo do Dr. Lair Ribeiro, o que despertou meu interesse nesse hormônio e me fez ver vídeos de outros médicos, como por exemplo o Dr. Roberto Grandó.

    Tenho dois pontos a colocar e questionar:
    1) Não há estudos científicos que comprovem a eficácia do hCG para a perda de peso. Ok. Mas, podemos encontrar casos reais de pessoas que fizeram a tal dieta de 500kcal/dia e usaram o hCG, e que mostraram ter perdido peso no tempo da dieta (40 dias). Também existem casos reais de pessoas que fizeram a dieta de 500kcal/dia e NÃO usaram o hCG e também perderam peso no tempo da dieta (40 dias) - caso parecido com o seu. A diferença dos relatores desses casos é: quem não fez uso do hCG sentiu-se mais fraco porque não teve a ajuda do hormônio em fazer com que o corpo use as "gorduras localizadas", por assim dizer, para dar energia ao ser humano que está comendo apenas 500kcal.
    Os casos reais, por si só, já não provam a eficácia do hCG, mesmo não sendo na atuação direta da perda de peso ou eliminação de gordura, mas sim na ajuda em não deixar que o corpo perca tanta energia por estar consumindo poucas calorias?
    Vamos supor que não existisse(m) estudo(s) que comprovasse(m) o mal que a nicotina faz para o ser humano. Ver o índice de morte de pessoas que fumam, o estado dos pulmões de quem fuma e comparar com pessoas que não fumam, já não seria o suficiente para provar que a nicotina faz mal?
    Obs.: Deixo claro que concordo absolutamente com a importância de se terem estudos científicos sobre todos os assuntos e principalmente prefiro muito mais acreditar em estudos científicos do que em casos reais, uma vez que eles podem ser pontuais - dar certo com uma pessoa e não dar certo com outra.

    2) O comentário do Alexandre Sanches que foi excluído tinha o mesmo teor que o último postado? Foi excluído sem querer ou por haver palavras de baixo calão? Só curiosidade.

    Parabéns pelo blog, mais uma vez.

    Um abraço.

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    1. João,
      Desconsidere meu segundo questionamento, por favor. Acabei de ler que foi deletado pelo próprio autor do comentário.
      Obrigado

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    2. Olá, Lucca!

      É, foi isso mesmo. Ele que deletou o próprio comentário.

      Antes de qualquer coisa, gostaria de agradecer pela forma totalmente civilizada e pertinente na qual você fez o seu comentário. Foi um dos poucos, talvez o único, a questionar o posicionamento do texto sem tentar me "atacar" ou "tomar as dores".

      A sua pergunta é excelente, e já me questionei em relação a ela várias vezes. Realmente, se você pega um tratamento que se demonstra efetivo na prática, é possível sim "comprovar" que ele funciona. E é exatamente esse o caso do hCG, por isso concordo com o seu questionamento.

      Porém, existe um viés muito importante nesse caso. Todo mundo que usa o hCG, num tratamento médico na prática, o faz já com a mentalidade de que vai funcionar. O paciente já tem na cabeça que o hCG vai suprimir sua fome e, ao final, reduzir seu peso. Nos estudos com o hCG, isso não acontece. Pelo menos não nos bons estudos. Porque os bons estudos são randomizados e duplo-cegos, ou seja, os pacientes não apenas são alocados de forma aleatória nos grupos controle (placebo) e tratamento (hCG), mas também não sabem se vão receber a injeção placebo ou a injeção de hCG. E nem os pesquisadores sabem. Isso é um estudo duplo-cego: nem pesquisadores e nem participantes sabem o tipo de intervenção que recebe.

      É no mínimo curioso que na "vida real" o hCG funciona e nos estudos, por outro lado, ele falha. Até onde eu consigo enxergar, apenas o efeito placebo é capaz de explicar isso. E isso não é um simples "achismo". A literatura científica sobre efeito placebo é bem clara em mostrar que o estado de mente do paciente pode alterar, e muito, a efetividade do tratamento -- positiva ou negativamente.

      Dá uma olhada no resumo desse estudo:

      http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21574706

      Ele mostra claramente como o estado de mente altera não apenas a resposta subjetiva da pessoa, mas também a resposta fisiológica. E isso é MUITO impressionante. Os participantes do estudo, ao acharem que estavam tomando um milkshake com muitas calorias, não apenas se sentiram mais saciados subjetivamente; o nível de grelina -- um dos principais hormônios que sinalizam fome -- no sangue dessas pessoas caiu significativamente. As respostas subjetiva e fisiológica foram diferentes quando os indivíduos tomaram o milkshake achando que ele continha poucas calorias. O mais importante: ambos os milkshakes tinham exatamente a mesma quantidade de calorias; mas em cada um dos momentos os pesquisadores disseram que eram milkshakes diferentes (um muito calórico e o outro pouco calórico).

      Esse é só um exemplo. E isso possivelmente (ou até muito provavelmente) é o que acontece com os pacientes que usam o hCG na "vida real". Ao contrário, uma pessoa que faz uma dieta hipocalórica de 500 kcal sem o hCG já vai com o pensamento de que não vai dar muito certo, principalmente porque vai sentir uma fome absurda.

      Em um tratamento para a perda de peso, se os resultados esperados acontecem, tudo bem; o porquê não importante tanto. Se a pessoa passou a vida toda com problema de peso e finalmente conseguiu reduzi-lo, ótimo. O problema que vejo é que, no caso do hCG -- por se tratar de um hormônio, e um hormônio cujos níveis estão aumentados em alguns tipos de câncer --, eu prefiro ter a cautela de que ninguém utilize-o.

      Por que arriscar, sendo que existem inúmeras estratégias nutricionais efetivas para a perda de gordura corporal? Pode ser que o uso de hCG no curto prazo não acarrete em nada, mas pode ser que leve sim a alguma coisa. E o maior problema é que um potencial efeito adverso provavelmente vai demorar para acontecer, e é por isso que talvez muita gente não tenha receio de "arriscar" com o hCG.

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    3. Ah, obrigado pela leitura. E mais uma vez obrigado por fazer um comentário inteligente e fazer a sua colocação de forma cordial, mesmo se tratando de um questionamento!

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    4. Olá João.

      Tudo o que você falou faz sentido. No fundo, todos sabem que para perder a gordura corporal ganha devido a maus hábitos de alimentação, basta se reeducar e começar a comer direito. Não é de um dia para o outro que se vai emagrecer e não existe nenhum 'milagre' de 40 dias.

      Acredito sim que o psicológico tenha força no que diz respeito ao resultado de qualquer tratamento. Isso já foi comprovado diversas vezes.

      Obrigado também por sua resposta cordial. De nada adianta 'alfinetar' e querer se mostrar mais sábio. Se realmente sabe mais, prove e ponto.

      Acesse depois com calma os links abaixo. Não necessariamente falam de dietas, mas são artigos muito bons relacionados a saúde, os quais acho interessante você ver.

      http://www.jw.org/pt/publicacoes/revistas/g201506/
      http://www.jw.org/pt/publicacoes/revistas/g201508/
      http://www.jw.org/pt/publicacoes/videos/transfusao-sangue-necessidades-direitos-paciente/
      http://www.jw.org/pt/publicacoes/videos/sem-sangue-medicina-encarou-desafio/
      http://www.jw.org/pt/publicacoes/videos/estrategias-alternativas-transfusao/

      Grande abraço.

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  14. O HCG poderia trazer algum malefício para a saúde?

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    1. Olá, Francisco.

      Não existem estudos que avaliaram problemas de saúde diretamente relacionados ao uso do hCG. O interesse sempre foi nos possíveis benefícios que esse hormônio poderia trazer na perda de peso.

      Os estudos com hCG foram um "fracasso" tão grande que eles nunca passaram da fase 2. A fase 1 são experimentos com ratos. A fase 2 são experimentos pequenos com humanos. A fase 3 são experimentos grandes, com uma quantidade de indivíduos mais representativa da população. É na fase 3 em que os potenciais efeitos adversos são avaliados. Como esses estudos com o hCG nunca existiram, justamente porque eles não tiveram sucesso nos estudos de fase 2, não podemos ter certeza sobre os efetivos adversos do hCG.

      Mas como qualquer hormônio administrado além das necessidades de uma pessoa (ainda mais de uma pessoa que essencialmente não produz o hormônio, como é o caso dos indivíduos que utilizam o hCG), o risco sempre existe. Alguns tipos de câncer estão associados com maiores níveis de hCG no corpo, o que nos leva a crer que o hCG poderia levar ao desenvolvimento de câncer em algumas pessoas.

      Qualquer efeito negativo decorrente do uso do hCG provavelmente só vai aparecer muitos anos depois de sua utilização, ou seja, será um problema crônico. Se a pessoa usa uma ou duas vezes o hCG e desenvolve um câncer alguns anos depois, jamais saberemos com 100% de certeza se o hCG teve ou não relação com essa doença. Mas pra que arriscar? Por que não optar por estratégias para perda de peso que são totalmente seguras? Por que não utilizar estratégias nutricionais adequadas e realmente efetivas?

      O exemplo do câncer que eu citei é o malefício mais concreto que é possível de se imaginar relacionado ao hCG. Mas outros efeitos negativos não deveriam ser descartados.

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  15. Amigo, eu fiz o protocolo HCG por duas vezes e deu certo. Eu recomendo para todos. Você escreveu que o que emagrece é a dieta hipocalórica, pode ser mas eu não senti fome, ninguem que faz o protocolo corretamente sente fome. Quem critica o HCG nunca fez, estudos cientificos tem vies, existem estudos a favor e estudos contra o HCG ( em quem acreditar ? ). Eu precisava emagrecer muito e o HCG foi a unica coisa que realmente solucionou meu problema. Você não sente fome, sente bem estar. No protocolo correto não é recomendado atividade fisica ao contrario do que você escreveu em seu post. Eu emagreci 36 quilos sem fazer um exercicio. Sem sentir tontura, mal estar ou fraqueza. E foi rápido, fiz bioimpedancia tetrapolar e avaliação de dobras cutâneas, perdi gordura e não massa magra.

    Você pode criticar a vontade, funciona e só quem utiliza o protocolo que sabe. você e a Abeso estão errados, infelizmente.

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    1. Olá, Sergio.

      Em relação à prática de atividade física, vou ser breve: um médico que prescreve (ou prescrevia) hCG confirmou aqui mesmo nos comentários do blog (nesse ou no outro post) que alguns médicos prescrevem sim atividade. Cada médico passa um protocolo com algumas diferenças em relação aos demais. Só porque o seu protocolo não tinha, não quer dizer que outros não têm. Não fale com tanta certeza sem ter o conhecimento.

      Parabéns pelos seus resultados. O que a ciência mostra é que se você tivesse feito o mesmo protocolo, mas sem o hCG, seus resultados teriam sido exatamente os mesmos. Se não fossem, provavelmente existe um efeito placebo envolvido. Pra entender as implicações do efeito placebo nesse caso, leia os comentários nesse e no outro post sobre o hCG.

      (In)felzimente, não tem como eu estar errado. Quem está dizendo que o hCG não traz efeitos adicionais na perda de peso é a ciência, e não eu.

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  16. João Gabriel Marques,

    pelo visto você que fala com muita certeza sem ter conhecimento. No protocolo original do Dr. Simeons que tem 40 anos de estudos dele, não existe prescrição de atividade física. Este protocolo foi o que eu fiz e o que funciona. Se outros médicos prescrevem outros pode ser que funcione ou não.

    A ciência mostra que se eu tivesse feito uma dieta de 500 calorias eu emagreceria ? Creio que sim, você como nutricionista pode me responder, eu consegueria fazer tal dieta SEM SENTIR FOME??? Pois com o HCG ( que você diz que não funciona ) eu consegui, será que se eu seguir a mesma dieta sem o HCG não vou sentir fome????

    Tem uma postagem sua que você disse que HCG pode dá câncer, você sabe que no protocolo HCG é usado 125 Ui de HCG e por acaso você sabe a quantidade de HCG que uma mulher grávida produz? Eu sei por que a minha está grávida. Te afirmo que é infinitamente maior do que isso, sendo assim engravidar dá câncer ??? Estranho pois tenho uma avó que teve 16 filhos e não teve câncer.

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    1. Sergio, o Simeons não fez estudos com o hCG. Ele era um médico que aplicava hCG em pacientes, e não um pesquisador. Ele nunca montou um desenho experimental de um estudo para avaliar a eficácia do hCG. Ele simplesmente testou em alguns pacientes e depois publicou os resultados desses testes em revistas científicas.

      A esse tipo de publicação científica dá-se o nome de relato de casos ou série de casos. Não é o tipo de estudo com rigor científico suficiente para testar a efetividade de um tratamento. O tipo de estudo que se testa a efetividade de um tratamento é o ensaio clínico randomizado. O Simeons nunca realizou um ensaio clínico randomizado; nunca houve grupo controle nos relatos publicados por ele.

      Não posso dizer se você sentiria fome ou não com uma dieta de 500 kcal sem hCG. Mas a literatura científica, com ensaios clínicos randomizados, mostra claramente que pacientes que usam o hCG sentem a mesma fome que pacientes que não usam o hCG. Só que num ensaio clínico randomizado, nem o paciente e nem os pesquisadores sabem se os participantes estão recebendo o tratamento (hCG, no caso) ou o placebo. Por esse motivo, não tem viés; o fato do paciente não saber o que ele está recebendo faz com que nenhum tipo de efeito placebo ou efeito psicológico influenciem os resultados do estudo. O que é totalmente o contrário do que acontece na "vida real"; todo mundo que usa o hCG já tem em mente que o tratamento vai funcionar no sentido de reduzir o peso "sem passar fome".

      O argumento da gravidez não se aplica, meu caro. O estado fisiológico da grávida é infinitamente diferente de uma mulher não gestante ou de um homem. As inúmeras alterações metabólicas e bioquímicas que acontecem durante a gravidez certamente fazem com que o corpo da gestante se adapte ao hCG (assim como às demais alterações hormonais que acontecem nesse período). O mesmo é impossível falar de homens ou mulheres não gestantes. Enquanto que o aumento nos níveis de hCG é um processo normal para uma mulher gestante, ele é totalmente fora do do comum, ou fora do esperado, para um homem ou para uma mulher que não está gestante.

      Pense bem no contexto de cada pessoa. E, novamente, pense duas vezes antes de falar sem (ou sobre quem não tem) conhecimento.

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  17. Amigo,

    Não sou médico nem nutricionista, eu fiz o protocolo por duas vezes uma de 20 dias com aplicação injetável e depois de um intervalo fiz um de 40 dias com doses sublinguais. Eu emagreci 36 quilos sem fazer exercício sem perder massa magra. Pra mim funcionou muito bem, sem efeitos colaterais, sem fome, sem mal estar algum, de forma tranquila, eu recomendo ( e não ganho nada com isso ), falo da minha experiência pessoal. O que posso fazer é testar fazer uma dieta de 500 calorias pra ver se vou sentir fome ou não e te dizer. Acho muito difícil conseguir.

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    1. Ok, Sergio. Mais uma vez, parabéns pelos seus resultados.

      Você, como paciente que fez uso do tratamento e teve uma perda de peso de acordo com suas expectativas, tem todo direito de recomendar para quem quiser. De qualquer maneira, seria interessante que você dissesse para essas mesmas pessoas que mexer com um hormônio que não é produzido nessas quantidades pelo nosso organismo sempre vai incorrer na possibilidade de algum problema no futuro. É por esse e outros motivos que não se usa GH, testosterona, insulina, estrógenos etc. em qualquer paciente; deve haver uma indicação clínica muita específica para que o indivíduo utilize qualquer um desses hormônios. Hormônio é coisa séria. E como o hCG não deveria ser diferente.

      Por outro lado, eu, como profissional -- em luz do que a ciência mostra -- não posso fazer o mesmo que você; eu não posso sair recomendo o uso do hCG para a perda de peso. Dizer o contrário do que a ciência diz, quando ela tem evidências bem claras de que o hCG não confere benefícios adicionais, seria desonestidade de minha parte com pacientes e leitores.

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  18. Funciona e ponto final.. estudos são metamórficos e logo que sair um estudo sério irá provar e eficácia sim, trabalho na área de saúde e vi e acompanhei diversos e diversos casos e relatos, uma coisa pouco estudada é o efeito no eixo hormonal da pac, e acredito que seria desta otimização hormonal que veio o resultado, se fosse placebo qualquer outra tentativa dos gordinhos teria resolvido, a MELHOR maneira de conquistar saudavelmente seria com dieta adequada e que é sua praia, defenda as vantagens do que vc pode beneficiar que são a cura da praticamente tudo.. mas tentar atacar porque não é um tratamento acessível a sua classe o que mais se tem é nutricionista atacando HCG mas se fosse permitido seriam os primeiros a usar, mesmo sem ter todo amparo científico.

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    1. Pois é, Anônimo. Agora que você falou que "funciona e ponto final" realmente deve funcionar mesmo.

      Provavelmente NÃO SAIRÃO novos estudos (ensaios clínicos) com o hCG porque a ciência já viu que é uma intervenção que não funciona. Desde a década de 70-80 não são publicados novos estudos (ensaios clínicos) com o hCG.

      E mais uma coisa: não deixe sua consciência pesada (já que você usa/recomenda o hCG) direcionar o seu julgamento sobre a conduta de nutricionistas casos nós, como classe profissional, pudéssemos utilizar o hCG com nossos pacientes. Alguns usariam? Certamente... Eu, particularmente, tenho a consciência limpa de que jamais utilizaria ou recomendaria esse hormônio a qualquer pessoa, paciente ou não. Honestidade científica e intelectual em primeiro lugar.

      E, como você mesmo falou, a MELHOR maneira de se obter um peso saudável seria com uma dieta adequada, por que você não encaminha os seus pacientes a nutricionistas competentes? Tem muito nutricionista medíocre? Claro... (Assim como existem médicos, professores, engenheiros, arquitetos que não fazem jus ao seus títulos). Mas existem VÁRIOS nutricionistas competentes em nosso país.

      hCG dá dinheiro (muito dinheiro!), né? Encaminhar pacientes, não...

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    2. kkkkkk boa João....pelo amor de Deus. O pessoal só se importa com o agora. Beleza, emagrece AGORA. Quero ver eles trazerem os relatos, em 2040, desse pessoal que usou hCG. "Hoje, a Fulana da Silva, que fez 3 séries de hCG em 2015, está com sérios problemas no fígado e o Beltrano de Souza, com câncer no esôfago."
      Não desejo o mal de ninguém, mas as pessoas estão um tanto quanto inconsequentes.

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    3. Pois é, Lucca. Mas cada um é livre para fazer suas escolhas. O conhecimento e a informação estão aí disponíveis a (quase) todos.

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    4. "você não pode tornar as pessoas mais inteligentes, você pode expô-las as informações, mas sua responsabilidade acaba aí" Mark Ripettoe

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  19. Olá João, excelente texto, atualmente estou no terceiro dia de hcg, pesquisei bastante li, estudei, e optei por testar, já tenho uma alimentação balanceada, pratico atividades, e desde que lesionei o joelho, venho ganhando peso, posso dizer o seguinte, na minha humilde opinião, ele ajuda na fome, pelo menos tem me ajudado. O meu grande receio e que com qq deslize na dieta, faz o peso subir, ou estagnar ele por dias,como isso seria possivel, já que o corpo se encontra em tamanha restrição calorica, outra dúvida que me surge e como cremes utilizados na pele poderiam interferir no emagrecimento, gostaria se possível, que me tirasse essa dúvida, pois seus textos são sempre bem claros e condizentes, grata

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    1. Olá, Luciana.

      Considerando o que a ciência diz (que o hCG não reduz a fome) e ao mesmo tempo o que os pacientes relatam (que o hCG reduz sim a fome), provavelmente a única explicação é que existe um forte efeito placebo nas pessoas que fazem o tratamento com o hCG. Mesmo que seja por efeito placebo, muita gente refere que o uso do hCG realmente ajudou. De qualquer maneira, continuo fazendo a mesma ressalva: o hCG é um hormônio que não é produzido em grandes quantidades na maioria das pessoas (exceto as gestantes), e por esse motivo ninguém sabe quais serão as repercussões futuras de expor o organismo a essa substância.

      A questão do deslize possivelmente poderia ser explicada por um efeito "nocebo" (que é basicamente o mesmo que o efeito placebo, mas quando ocorre um efeito indesejado).

      A hipótese por trás da ideia de que cremes aplicados na pele poderiam interferir no emagrecimento se baseia no possível efeito que alguns compostos "xenobióticos" encontrados nesses cremes poderiam causar. A palavra "xenobiótico" tem literalmente o significado de "estranho à vida", ou seja, são substâncias que normalmente são "incompatíveis" com o nosso metabolismo, o que torna-as tóxicas. Cremes e basicamente todos os produtos com substâncias derivadas do petróleo, especialmente os plásticos, possuem diversos tipos de xenobióticos. E a literatura científica mostra que esses xenobióticos estão diretamente relacionados ao excesso de peso e às complicações metabólicas associadas à obesidade, entre vários outros problemas que também estão relacionados à exposição a esses compostos tóxicos.

      Por falar em xenobióticos, eles não são encontrados apenas em produtos plásticos e demais derivados do petróleo. Grande parte dos produtos alimentícios, com seus inúmeros aditivos químicos e sintéticos, também possuem muitos xenobióticos. É bem provável que a alimentação das pessoas, de maneira geral, seja a maior fonte de xenobióticos. De qualquer maneira, todas as formas de exclusão dessas substâncias são válidas.

      Obrigado pela leitura!

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  20. Obrigada pela explicação, admiro muito seus textos!!!! Acho que o individuo tem que pesquisar bastante, ler e ver o que melhor lhe convém,e principalmente não acreditar em verdades tabuladas, ninguém é dono da verdade, se eu me propuser a defender o uso do HCG, vou colocar diversos argumentos favoráveis, da mesma forma que se a minha opinião for contraria, vou buscar defensores ferrenhos pros meus conceitos!!! Ninguém e dono da verdade, cada organismo responde de um jeito, cabe a vc pesquisar estudar e decidir o que é melhor pra vc, pra sua condição, pro seu corpo, se vc não se preocupar com a sua saúde ninguém fara isso pra vc !!!!!!!!!! Em meio a isso optei em usar o hcg, hoje é o quarto dia de uso, e posso dizer que estou bem, eliminei 4 kilos e 100 gramas, faço uma alimentação mais limpa, girando em torno de 800/1.000 calorias diárias.

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    1. É isso mesmo. Cada um deve buscar informações, de preferência mostrando todos os pontos de vista, sobre as decisões que pretende tomar.

      Obrigado pela leitura e pelo elogio, Luciana.

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    2. Voce como nutricionista deve conhecer a dieta do Salario Minimo, nao?
      Aquela que vc passa o mes com um salario minimo , paga aluguel , luz ,agua e se sobrar compra comida, e ainda faz muito exercio fisico, caminha kilometros para chegar ao trabalho, lava roupa no tamque sem sabao e claro sabao emgorda, so nao lava louca porque nao vai ter oque comer entao nao tem pratos para lavar, nao e uma maravilha? A dieta salario minimo faz um mal terrivel a saude, com ela o individuo perde massa muscular gordura,e o mais grave perde massa celebral, a reeleicao da Dilma para presidente e um dos efeitos colaterais da dieta.
      Voce ta combatendo a dieta errada, use seu blog para combater a dieta Salario Minino, voce so vai ganhar com isso.
      Ser nutricionista no Brasil nao deve ser nada facil!


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    3. Que palhaçada, esse comentário. Sem noção.
      Foi completamente relegado ao ostracismo pelo mediador :-D

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  21. Dr. João, bom dia!
    Gostei muito das suas explicações. Estou lendo tudo que consta sobre dieta HCG depois que um famoso site publicou fotos com resultados de famosas que usam e isso está virando uma febre.
    Algumas coisas que li realmente me deixaram de cabelo em pé e desconfiada também.
    É normal vc ver que os depoimentos de pessoas que usam o HCG e aprovam serem replicados em vários sites. Inclusive num achei os mesmos testemunhos mas com os nomes trocados.
    Mas um deles me deixou mais preocupada ainda: Num arquivo sobre a dieta do Dr. Simeons aparece "aplicar o conteúdo de uma seringa sem agulha sublingual"
    http://www.naifthadeu.com.br/dieta_dr_simeons.pdf
    Eu posso estar errada, já que não sou da área da saúde, mas o que se entende é que a pessoa tem que ingerir o conteúdo da seringa? Uma seringa não seria para aplicação intramuscular?
    Fiquei arrepiada de ler isso e imaginando centenas de pessoas, tomando de forma sublingual uma injeção de HCG...
    O que o senhor acha disso? Eu entendi certo?
    Muito grata por suas explicações!

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    1. Olá, Jane!

      Parece que atualmente, de onde obtive minhas informações mais recentemente, a principal forma de administração do hCG é sublingual (antigamente era aplicação por seringa mesmo). Talvez o uso da seringa, nesse protocolo, seja só para facilitar a medir o volume a ser utilizado, até porque no PDF que você me mandou vem escrito "seringa sem agulha".

      Obrigado pela leitura!

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  22. Perfeito o artigo gostei muito, a minha namorada adora fazer dietas milagrosas e estava acreditando nesse hCG espero que com esse artigo eu consiga convencê-la a não tomar.

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    1. Olá, Alexandre.

      Espero que realmente ajude! E obrigado pela leitura!

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  23. Toda essa discussão me lembrou uma frase do R. Dawkins:

    " I am one of those scientists who feels that is no longer enough just to get on and do science. We have to devote a significant proportion of our time and resources to defending it from deliberate atrack from organized ignorance".

    Parabéns pela dedicação e paciência!

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    1. Obrigado, Flavio. E essa frase não poderia ser mais verdadeira!

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  24. Afffffff...... com uma dieta de 500 calorias apenas eu sentiria dores de cabeça, fraqueza, desanimo e sei lá o que mais porque não consegui fazer nem com 1000. cal. Fiz com HCG e foi uma tranquilidade, em vinte dias foi pro espaço quase sete quilos. Detalhe importante, não senti fome, não desmaiei, não tive dores de cabeça e nem indisposição. Querem mais pra que eu seja a favor do HCG.? Se um dia precisar, farei novamente e não importa o que os contras dizem. Aliás quem fala mal do Dr, Lair Ribeiro deveria saber mais sobre saúde.

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    1. Olá, MEB.

      A ciência já mostrou claramente que, em situações controladas onde o paciente não sabe se está recebendo hCG ou recebendo placebo, o hCG não confere benefícios adicionais à dieta hipocalórica que é empregada no tratamento. Isso é simples e não tem como discutir.

      Aí você e várias outras pessoas podem dizer: "Ah, mas comigo funcionou". Eu não duvido. Mas sinto (ou não) informar que foi simplesmente um efeito placebo. Da próxima vez, já que você vai fazer se for "necessário", peça para o seu médico lhe aplicar (ou te dar uma pílula de) solução salina; assim, ele ganha o dinheiro dele e você sai feliz achando que tá usando o hCG (mas na verdade estará recebendo um placebo, que é a solução salina).

      Lair Ribeiro até fala coisas certas. Na verdade, a maioria das coisas que TODOS os profissionais falam (sejam da área da saúde ou não) é correta. O problema é que o Lair Riberio, assim como vários outros profissionais, quer afirmar algumas coisas que não tem respaldo científico algum. O exemplo, mais claro, no caso do Lair Riberio, é a questão do pH sanguíneo.

      Se você acredita nessa baboseira, leia os textos aqui do blog sobre o assunto. Aproveite e leia também o texto sobre viés de confirmação. Sugiro isso porque, mesmo lendo o texto sobre pH aqui do blog, você provavelmente não vai mudar de ideia. Tudo bem, pois pelo menos a dissonância cognitiva vai ficar ali martelando (isso se você ler os textos, é claro; então fica o desafio).

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    2. Gostei da sua ideia de solução salina, ja que funciona do mesmo jeito não é mesmo? Embora espere não precisar porque já atingi os 60 quilos que tanto queria há alguns meses, Aproveite e use tbm com seus pacientes, assim todos terão seus problemas resolvidos e felizes, essa é a ideia. Vou ler os textos sim, costumo ler baboseiras como essa para eu poder avaliar. Obrigada pela dica.

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    3. Não vou usar com meus pacientes porque não preciso e não quero usar estratégias como essa. O meu objetivo como profissional é fazer com que as pessoas alcancem seus objetivos por meio de mudanças que proporcionem empoderamento e que sejam sustentáveis.

      Do que adianta fazer a pessoa atingir o seu objetivo se os hábitos que a levaram até o excesso de peso não foram trabalhados?

      Engraçado você chamar os textos de baboseiras sem apresentar qualquer tipo de argumento válido ou não falacioso (das mais diversas formas possíveis). É a mais escancarada forma de viés que qualquer pessoa pode ter numa discussão. Se não está aqui para discutir com argumentos, é melhor nem comentar.

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  25. Olá, João. Li seus dois textos sobre HCG, entendi os argumentos utilizados e estudos citados, parabenizo-o pelo rico conteúdo dos mesmos, no entanto, ainda acredito, mesmo que com ressalvas, no tratamento com HCG. Sei que não é milagroso. Iniciei meu tratamento ontem, claro que sem esta loucura de dieta de 500 calorias. O ponto que quero questionar a você é quanto ao meu exemplo especificamente: pratico musculação, leio muito mesmo a respeito, protocolos de dieta, de treinamentos e até mesmo de hormônios, ainda que não tenha feito uso destes até então. Resumindo, treino já há um bom tempo, tenho um corpo razoável, mas estou com dificuldades de diminuir meu BF sem sacrificar muita massa magra, por isto recorri ao HCG. Como meu objetivo é melhorar minha composição corporal e não necessariamente perder peso, gostaria de saber se há um estudo específico para pessoas que treinam e se alimentam de acordo com suas atividades, e não sobre obesos ou pessoas com sobrepeso. E também sobre a afirmação de que o HCG mimetiza o LH (hormônio luteinizante), causando com isto um aumento da produção endógena de testosterona, o que já seria ótimo para quem quer diminuir gordura e aumentar massa magra como eu! Abraço!

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    1. Olá, Alan!

      Existem essencialmente 3 tipos de estudos com "terapia" do hCG:

      1) Fertilidade para mulheres.
      2) Perda de peso para obesos.
      3) Tratamento hormonal para homens com hipogonadismo, azoospermia e condições relacionados.

      Essa terceira situação que eu mencionei é aquela onde medir os níveis de testosterona mais importa, e é justamente nela que temos informações a respeito do efeito do hCG sobre esse hormônio sexual. Todos os pacientes que se enquadram nesse contexto possuem algum tipo de deficiência relativa de testosterona, seja na ação, metabolismo ou produção do hormônio. O tratamento com hCG normalmente consegue corrigir, pelo menos parcialmente, esses problemas. Ou seja, quando o corpo encontra-se em deficiência de testosterona, o hCG pode realmente ajudar a contornar o quadro.

      Porém, desconheço estudos sobre o efeito do hCG em pessoas mais "saudáveis", ainda mais relacionando atividade física e alimentação. Por esse motivo, não podemos chegar a conclusões muito precisas. Porém, é muito pouco provável que o hCG ajude na melhora da composição corporal, por dois motivos:

      1) Os benefícios de qualquer tipo de tratamento normalmente surgem quando há algum tipo de deficiência. Pessoas com concentrações normais de testosterona provavelmente não terão aumento nos níveis de testosterona com o uso do hCG. O mais provável é que a ação do hCG sobre a produção de testosterona cause um feedback negativo no LH, porque é assim que funciona a regulação da produção de testosterona. À medida que os seus níveis aumentam, a testosterona sinaliza para que a produção de LH -- que estimula a produção da testosterona -- seja reduzida, de forma a manter os níveis de testosterona em homeostase. Então mesmo que o hCG fique sinalizando para a produção de testosterona, a própria testosterona vai sinalizar para que o LH deixe de ser produzido, mantendo o equilíbrio.

      2) O aumento nos níveis de testosterona com o uso do hCG não é nem de perto o que acontece com uso de hormônios sexuais exógenos. Ou seja, mesmo que o hCG leve ao aumento de testosterona em pessoas "normais", esse aumento provavelmente não seria grande o suficiente para promover alterações significativas na composição corporal. E isso considerando que o hCG poderia realmente promover aumento de testosterona em pessoas “normais”, o que é pouco provável de acontecer, como mencionei acima.

      Sim, o hCG mimetiza o LH. Mas isso é ditado pela fisiologia do organismo. Se ela estiver em equilíbrio, testosterona, LH e hCG vão proporcionar regulações entre si, de forma a manter o equilíbrio. No caso de desequilíbrio no sentido de deficiência, o hCG normalmente vai apresentar efeitos aditivos no sentido de promover aumento nos níveis ou ação da testosterona no corpo.

      Uma sugestão pra você: leia o último texto que eu postei no blog (09/12/2015), sobre o efeito do jejum sobre a perda de massa muscular. Lá você vai encontrar uma dieta que pode te ajudar nessa questão de melhora da composição corporal. Procure pelo estudo de Stote et al. (2007).

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  26. HCG tão "bom" e a BARIÁTRICA fazendo sucesso!! Parabéns pelo post.

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  27. Sou sua admiradora e tenho um grande respeito pelo seu trabalho, mas afirmar que o discurso do Dr. Lair nao tem comprovacao cientifica eh ir longe demais ...

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    1. Olá, Cleonice.

      Em nenhum momento eu falei isso. Só disse que algumas das alegações dele não tem embasamento científico, o que é verdade. Recomendo dar um Ctrl+F nos comentários desse e do outro post sobre hCG pra entender melhor sobre o que eu estou falando.

      Além disso, aposto que basicamente todas as informações que você já viu o Lair Ribeiro transmitir foram a partir de vídeos, correto? Como as palestras que ele dá normalmente não possuem slides, como você pode dizer que as informações são baseadas em evidências?

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  28. Tô cançado de politicos corruptos, policia corrupta, religiosos corruptos, e agora descobri que a industria da farmacia e alimentos andam de mãos dadas também. Me revolta pessar que em São Carlos tem um remédio de R$0,10 centavos, que esta resolvendo a vida de quem tem cancêr, e o governo, a Anvisa e a industria farmaceutica, tentando afundar o rémedio, por mais que as pessoas gritem, protestem e entrem na justiça pra ter o tal medicamento ("que não funciona"). Pra mim um bando de insensiveis, ignorantes e mal carater. Onde entra o HCG nesta história. É mais um tratamento alternativo, barato, rápido e que funciona, PORISSO DEVE SER DESACREDITADO pelos profissionais da saúde e da farmacia. Tenha um bom dia João Gabriel, não engorde e não tenha cancêr, a Industria e o governo estão contra vc e a sua INTELIGENCIA Elevada, não permite ver o que o povo fala e sente na prática dia a dia. Dinho Santana, reportes, empresário do setor de vídeo.

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  29. Prezado colega. Não tenho palavras para descrever a satisfação em ter lido sua matéria. Tentar explicar para ignorantes e leigos a importância da ciência é a mesma coisa que discutir a teoria da evolução das espécies de Darwin com um chimpanzé. Ou seja, impossível. Parabéns por sua clareza e paciência em responder posts de indivíduos absolutamente cegos no quesito metodologia da pesquisa científica. Chegam a ser cômico os relatos..." funciona sim! Deu certo comigo"...Não dá nem para começar um diálogo com uma pessoa nesse nível. A queda no nível de educação da população é generalizada. Isso tem impacto em praticamente todos as plataformas. Em um cenário assim, fica bem fácil a propagação das mais banais idéias e o HCG é uma delas. Não funciona e ponto. Fim da argumentação. Para o bom entendedor, meia palavra basta. Continue com sua conduta ética, construtiva e totalmente inteligente de escrever tais matérias. É um serviço público de grande valor. Obrigado.

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    1. Kkkkkk! Sou um chimpazé magro agora!

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    2. Eu que agradeço, amigo anônimo!

      Você ilustrou muito bem a situação com as suas palavras. Espero estar contribuindo também para aqueles que, por qualquer que seja o motivo, não chegam a se manifestar. E com a soma de vários pequenos trabalhos vamos conseguir mudar, pelo menos, algumas coisas.

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    3. Sugestão: um post sobre o efeito placebo. Poucas pessoas têm noção do que ele é capaz.

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    4. Muito obrigado pela ótima sugestão, Flavio!

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    1. Jhoni, esse aqui não é o lugar para esse tipo de dúvida. O seu comentário será apagado.

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  31. Muito bom!deu para tirar as minha dúvida

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  32. Olá João Gabriel Marques, saudações!
    Já me manifestei no outro post sobre o tema HCHG (não faça) que você postou anteriormente. Pela época eu estava procurando leituras para complementar meus estudos do texto do Dr Simeons. E apesar de textos como o seu já citado, e de outros que tentam "cientificamente" destronar o DR. Simeons de seu Pedestal de Nobel em Medicina (justamente pela pesquisa com HCG- coisa que vocês contra nunca menciona,porque será?), eu resolvi fazer, comprei importando o HCG humano dos EUA, e por 23 dias apliquei eu mesmo sem ajuda de médico ou nutricionistas experts igualmente segui a dieta pelos Protocolos Simeons exigida, e PASME AMIGO, não há sensação de fome, a gente tem que praticamente se forçar a comer pois, 500calorias já é pouco para pular comer de vez (imitar a Gandi..rsrs) e em 26 dias emagreci e com saúde 10 quilos, comecei com 83,400 e terminei com 73,400. E passei por todas as fases da dieta com muitatranquilidade, a única coisa que foi um pouquinho estressante no início, foi que minha pulsão sempre normal (em torno de 70) foi para 130 nos primeiros dias e a pressão usual de 10/6 ou 11/7 foi para 13/8 ou 12/7, ou seja, coisas normais que toda grávida passa devido ao aumento de HCG NO CORPO. O PROTOCOLO Simeons é uma gravidez emulada amigo, o cara era um gênio.
    Hoje após um mês de finalizado o processo reaprendi a comer e de forma física e não mental apenas, agora como só o que preciso,não tenho mais compulsão por comida ou vício por comido,fui curado de sobrepeso. Ah minha altura 1,74, sexo masculino e idade 53 anos.
    Espero que aqueles que queiram fazer esses protocolos possam fazer, POIS FUNCIONAM, E MUITO BEM!
    Att.,
    Vinícius - professor de filosofia em escolas estaduais. e Tec. Informática.

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    1. Olá, Vinícius.

      O Simeons não era cientista. Nem no sentido de dedicar sua vida à pesquisa e muito menos no sentido de embasar o seu próprio tratamento, e seu próprio livro, em evidências científicas. E, nessa discussão específica, nem importa muito se o hCG funciona ou não; o que importa é saber quando algo está sendo testado de forma científica ou não, ou se algo está sendo prescrito/recomendado de forma científica ou não.

      Inclusive, se você procurar pelas publicações científicas do Simeons logo vai ver que nenhuma delas diz respeito a ensaios clínicos randomizados controlados por placebo. Ou seja, uma coisa que certamente podemos afirmar (independentemente do hCG funcionar ou não) é que as recomendações do Simeons, lá na época dele, não tinham bases científicas suficientes para serem recomendadas como um tratamento para a obesidade.

      Por isso, recomendo a você -- já que você afirmou que nós, que somos contra o hCG, não mencionamos as pesquisas do Simeon (a propósito, a publicação mais importante dele foi citada nesse texto, logo acima) -- que procure por conta própria os artigos do Simeon para confirmar o que estou falando. Posso até te orientar em como fazer isso, caso precise ou caso seja do seu interesse.

      E sobre seu experimento, o máximo que posso fazer é te dar parabéns. Nada mais. O que você fez não é ciência. Para a população em geral, pensando no potencial que o hCG poderia ter no combate à obesidade (só que não tem), o que interessa é o que funciona em condições que podem ser testadas por ensaios clínicos randomizados.

      Inclusive, vou te dar uma sugestão caso você venha a utilizar o hCG mais alguma vez. Da próxima vez, peça para a empresa (ou para outra pessoa) substituir metade do hCG que você usaria por algum tipo de placebo, como solução salina. Depois, realize o protocolo normalmente. Aposto que você não vai conseguir distinguir a diferença dos dias que usou o hCG e dos dias que usou o placebo. Isso é o cegamento, que precisa estar presente em um ensaio clínico bem feito que se propõe a testar o efeito de um fármaco.

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    2. Ninguém vai destronar o Simeons do "pedestal" de Nobel de Medicina simplesmente porque ele nunca ganhou Nobel de coisa nenhuma.

      http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/medicine/laureates/

      Quanto à idéia de substituir metade do hCG por solução salina... que te garante que o laboratório já não vende solução salina como se fosse hCG? Ninguém perceberia a diferença mesmo...

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    3. Olá, Flavio.

      Eu sinceramente espero que os laboratórios já vendam solução salina no lugar do hCG. Assim, quase todo mundo sai ganhando: os laboratórios com o dinheiro, claro; os pacientes com a perda de peso.

      Porém, boa parte das pessoas (pra não dizer a maioria) que decidirem pelo tratamento ainda sim não vai passar por modificação de hábitos alimentares e de saúde, o que faz com que os resultados provavelmente não sejam sustentáveis.

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  33. Eliminei 15 quilos, o HCG mudou a minha vida. Obrigada ao Dr Lair Ribeiro melhor nutrólogo do Brasil. Só fala mau mesmo quem nunca fez essa dieta...ou quem nunca sofreu de obesidade e está cansado desse monte de balela que nao funciona..e desse monte de papo furado. HCG É A MELHOR DIETA, E UNICA QUE É RÁPICA, COMODA E COM RESULTADOS DEFINITIVOS. SUPER RECOMENDO. VFalar meu do Dr Lair Ribeiro é realmente muita ousadia...quem e você mesmo?? Dr Lair Ribeiro é o melhor nutrólogo do Brasil, dá aula para os melhores e mais renomados médicos. afe...sem paciencia pra isso...mas tive que postar...pena que logo logo vc apaga ne corajoso?

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    1. Olá.

      Eu até poderia apagar, mas você nem foi tão desrespeitosa(o) como outros já foram em outros comentários.

      Mas digo o seguinte: abra a cabeça, deixe de lado o viés de confirmação e a dissonância cognitiva e, com isso, abrace o fato de que o hCG, o hormônio em si, não teve efeito direto sobre os seus resultados.

      Desejo iluminação pro seu caminho!

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  34. olha pessoal, mal ou bem, psicológico ou não, usando hch ou não aliado as 500 calorias diárias, pra mim funcionou usando o hcg, pois perdi 17 kg em 43 dias, sem nenhum sacrifício. Se não existe contra indicação porque não usar ? dr Lair Ribeiro, que possui um invejável curriculum, certamente também invejado por muitos da classe pela sua arrojada forma de expor suas teorias, não iria arriscar sua reputação, por nada. Ele incentiva o uso de tantas coisas, entre elas o hcg, o cloreto de magnésio pa, e muitas outras que na verdade cada um pode pesquisar e tirar suas próprias conclusões e dai decidir se faz uso ou não. Muito fácil. tudo se encontra na internet. Foi exatamente o que fiz e conclui que o hcg seria a coisa que procurava milagrosa ou não, psicológica ou não pois sem sacrifico algum, perdi 17 kg. E hoje após quase 4 meses recomecei, objetivando perder mais 10 kg., pois até hoje não vi nenhuma contra indicação. Outra coisa não é nada caro. basta pesquisar onde comprar e como fazer.

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    1. Olá, Carlo.

      Obrigado pelo educado comentário (que infelizmente não é tão comum) por parte de alguém que é a favor do hCG.

      Só faço uma observação: mesmo que não exista nenhuma contra-indicação "oficial", o fato de ser um hormônio por si só já pode ser considerado um possível risco.

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  35. Não digo que o Lair Ribeiro está certo em tudo o que diz é ensina mas, nunca soube se nenhum médico que tenha peitado com tanta coragem, a indústria farmacêutica. Vemos tantas alianças, coligações partidárias e empresariais, visando apenas lucro.fico a pensar; será que não seria mais lucro para o dr lair ribeiro sair dessa contramão e se aliar as industrias ? Mas, pelo visto, ele não o quis. É de se esperar que o de Lair Ribeiro seja um alvo fácil pelos céticos e interessados.tenho lido e assistido depoimentos de médicos que fizeram em pacientes e em si mesmos. Disseram que o hcg funciona. Acredito neles. E já estou me educando na alimentação para fazer também. Quanto aos bons hábitos físicos e nutricionais , é o certo adota-los. Sem eles, jamais seremos magros e saudáveis.

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    1. Só pra ficar claro: mesmo que o hCG funcione na prática, é preciso sempre ressaltar que os resultados na perda de peso são decorrentes da dieta, e não do hormônio. Os outros supostos benefícios, como a diminuição do apetite, só podem ser decorrentes de efeito placebo.

      O meu questionamento ao protocolo do hCG são os possíveis efeitos colaterais.

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  36. HCG é igual buzina de avião - valeu João Gabriel.

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  37. Olá João Gabriel Marques, boa tarde. O sr. Já fez uso do HCG? Sabe na prática quais são os efeitos ? Ou basea-se apenas em "fatos cientificos"?! Alguém poderia relatar resultados obtidos com o uso do mesmo em uma dieta não tão restritiva? Obrigado

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    1. Olá.

      Em vários momentos do texto eu deixei claro que o tratamento com o hCG funciona, mas que não é o hCG o responsável pelo efeito. E, por isso, sua pergunta final é totalmente legítima.

      Porém, mesmo que alguém responda e afirme que já teve resultados com o hCG sem uma dieta muito restritiva, essa evidência sozinha, quando comparada aos vários ensaios clínicos controlados que já foram feitos com hCG, não significaria nada.

      Os dados de cada paciente, em cada um dos estudos, a princípio valem tanto quanto um depoimento "real". Não só isso: cada resultado individual de um paciente nesses estudos é superior ao relato individual de uma pessoa no mundo "real", uma vez que, no caso do estudo, todas as outras variáveis foram controladas -- o que não é verdade para a pessoa no mundo “real”.

      (Sem contar que, infelizmente, a partir da sua pergunta e considerando o teor de alguns comentários acima por defensores do hCG, não podemos descartar a possibilidade de que uma resposta positiva à sua pergunta não necessariamente seria verdadeira).

      (Sem contar, também, a enorme possibilidade de efeito placebo, que é justamente um dos maiores problemas da ausência de controle das variáveis que não acontece no mundo real, diferentemente dos ensaios clínicos).

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  38. Olá...

    Gostei por demais do seu texto!

    Eu utilizei o HCG e realmente perdi 8 kg, mas gostaria de salientar que não foi o uso do HCG que me levou a perda de peso, mas sim a Dieta de 500 calorias diárias. E quem diz que não sente fome e uma mentira terrível, porque os 3 primeiros dias são horríveis, mas depois desse período ficamos sem sentir fome e isso é natural e acontece com qualquer dieta muito restritiva (Digo porque já fiz muitas). Mas ao final delas você sentirá muito mais fome e certamente se não se controlar vai engordar tudo de novo.

    A verdade é que quando decidimos fazer o uso de qualquer tipo de medicamento para emagrecer, buscamos algo magico que consiga resolver nossa total falta de controle diante da comida. E é justamente nesse ponto de fraqueza, que nós com problemas de peso temos sustentado esse mercado "farmacêutico". Eles procuram sanar nossa dor, e sempre terá um novo REMÉDIO MAGICO nos prometendo muitas coisas. Mas que ao final só trará prejuízo a nossa saude.

    Nessa busca desesperada de perder peso, já recorri a diversos tipos de medicamentos, varias dietas loucas; até compreender que o que eu precisava era ter Auto Controle diante da comida e necessitava de um profissional que me ajudasse a conquistar esse Auto Controle, que me levaria a uma perda de peso eficaz e duradoura. Nós temos que buscar é a origem da nossa obesidade. E o porque estamos gordos?

    Queremos ter o corpo das Famosas, mas não queremos pagar o preço que elas pagam em horas na academia e em dietas balanceadas!

    Quem sou eu pra lhe dizer que vc deve ou não utilizar o HCG ou qualquer outra medicamento?

    Só gostaria de deixar minha experiência, pra vc que se senti inseguro e que esta procurando informações acerca desse nosso REMÉDIO MAGICO... Busque um profissional que lhe ajude a compreender a origem do seu peso e certamente conseguirá atingir seu objetivo!

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    1. Olá, Elzilene.

      Muito obrigado por compartilhar sua experiência! É sempre bom ouvirmos o outro lado da história (e da prática).

      E agradeço pela leitura.

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  39. Pessoal, praticamente tudo que tinha para ser falado sobre esse assunto já foi discutido. Se você tiver uma dúvida, ela provavelmente foi respondida em outro comentário. Se necessário, use o Ctrl+F para buscar por palavras-chave referentes ao que você quer saber ou comentar (nesse texto e também no texto "Dieta do hCG: não faça!").

    Caso queira esclarecer alguma questão que por acaso não tenha sido mencionada por aqui, e que também não tenha sido abordada nos comentários do texto "Dieta do hCG: não faça!", vá até a página de Contato e me envie um e-mail.

    Obrigado.

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