quarta-feira, 6 de maio de 2015

Viés de confirmação & Nutrição




O viés de confirmação nada mais é do que a tendência de concordamos com aquilo que “queremos” concordar ou acreditarmos em coisas que “queremos” acreditar (consciente ou inconscientemente). Ou seja, a tendência de aceitarmos melhor as informações que confirmem nossas próprias crenças, ideias ou hipóteses sobre determinado assunto.

É muito comum e fácil de perceber o viés de confirmação em alguns momentos, como no caso de tópicos que envolvem a política. Considere que você (ou algum conhecido) acredite e concorde com a ideologia "X" que determinado representante político defende. Agora, imagine que uma fonte confiável de informações divulgue fatos ou informações que acabam por abalar a credibilidade do seu político de preferência.

Num primeiro momento, será consideravelmente difícil tentar conciliar a ideia de que, “do nada”, uma pessoa que possui uma ideologia como a sua, e que defende princípios como os seus, poderia estar sendo acusado de algo que possa manchar sua imagem — sendo acusado de corrupção pelo recebimento de propina, por exemplo. Esse conflito na assimilação de ideias incongruentes é chamado de dissonância cognitiva. O “desconforto mental”, característico da dissonância cognitiva, ocorre quando alguém passa a ter duas ou mais ideias conflitantes para lidar, ou quando somos expostos a novas informações que contradizem nossas crenças, ideias ou valores pré-existentes.

Apesar disso, o momento de dissonância cognitiva muitas vezes é fugaz, justamente porque estamos sempre muito suscetíveis ao viés de confirmação. Para visualizarmos melhor, vamos voltar ao nosso exemplo. No momento em que surgirem novas informações que neguem ou atenuem as críticas e acusações inicialmente feitas ao político de sua preferência — mesmo que esses novos fatos não venham de uma fonte com tanta credibilidade —, a tendência natural é que você “queira” acreditar nelas, exatamente porque essas informações farão com que suas ideias e valores pré-concebidos se ratifiquem novamente. Viés de confirmação.

Mas por que estou falando disso? Porque o viés de confirmação é quase que onipresente no meio científico, e muito prevalente na nutrição. E o grande problema é quando ele acaba por influenciar de forma negativa a evolução do conhecimento e a progressão da ciência, consequentemente prejudicando os avanços na saúde — que é o foco da nossa discussão aqui no blog.

Especificamente na nutrição, sempre temos inúmeros exemplos. Ficarei apenas com um, que é clássico: a gordura saturada. A maioria dos nutricionistas e profissionais de saúde ainda é contra o consumo liberado de gordura saturada, normalmente citando que esse nutriente leva ao aumento no risco de doenças cardiovasculares, na gordura corporal, na inflamação, na resistência à insulina etc.

Assim, como esses indivíduos possuem crenças pré-estabelecidas sobre a gordura saturada, qualquer tipo de comentário ou evidência que confirme suas ideias, por menor que seja a credibilidade da fonte, será facilmente aceito, internalizado, reproduzido e propagado. E isso é ruim, porque o conhecimento e informações corretas, que poderiam avançar e contribuir para que as pessoas façam escolhas melhores e mais conscientes, ficam estagnados. Além disso, já sabemos que a ingestão de gordura saturada não causa os malefícios anteriormente citados (veja os links acima).

De forma semelhante, até mesmo a metodologia de estudos científicos pode ser delineada para que hipóteses pré-concebidas sejam confirmadas. Inúmeros são os trabalhos científicos em que os pesquisadores escolhem ou manipulam variáveis para que os resultados das pesquisas caminhem de acordo suas ideias: tipo de célula e condições do meio de cultura (em estudos realizados em células); tipo e linhagem do animal (em estudos feitos com animais); condições clínicas ou patológicas dos indivíduos (em estudos realizados com humanos) etc. Para ficarmos no mesmo tema, se você se deparar com um estudo em células, ou animais, que “condena” as gorduras como um todo, ou especificamente a gordura saturada, avalie a situação com muito, muito cuidado — justamente porque as condições experimentais utilizadas normalmente são enviesadas, além de normalmente não refletirem em praticamente nada a fisiologia humana [1].

E vale sempre lembrar: o viés vale para os dois lados; vale para todo mundo. Devemos ficar atentos para não nos cegarmos diante de nossos próprios vieses.


Viés de confirmação x Dietas low-carb

De qualquer maneira, o fator que motivou o desenvolvimento desse atual texto foi outro. Foi, na verdade, a publicação desse estudo:


Effects of the Dietary Approach to Stop Hypertension (DASH) diet on cardiovascular risk factors: a systematic review and meta-analysis [2]


Não estou criticando o estudo em si, e nem mesmo o tipo de dieta que ele analisa, mas sim a complacência que as pessoas têm com a dieta DASH (e outras dietas supostamente saudáveis), principalmente quando comparamos a outras dietas mais “polêmicas”.

O estudo em questão é uma meta-análise, que juntou vários estudos individuais para se avaliar o efeito que a dieta DASH possui sobre fatores de risco cardiovascular. A dieta DASH, já conhecida há um bom tempo [3,4], nada mais é do que um conjunto de práticas alimentares voltadas para a redução da pressão arterial e, consequentemente, da diminuição de doenças e mortalidade associadas a essa condição patológica.

Nesse caso, o problema — como mencionei acima — é com a repercussão que as evidências têm. Se compararmos essa meta-análise de estudos com a dieta DASH às meta-análises de estudos com as dietas low-carb, veremos a diferença no julgamento e a influência que o viés de confirmação possui.

Os estudos individuais incluídos na meta-análise da dieta DASH duraram, no máximo, 24 semanas (6 meses); ou seja, a partir disso é possível inferir que não há estudos com a dieta DASH com duração maior do que esse período. Por outro lado, se pegarmos as revisões sistemáticas e meta-análises de dietas low-carb que avaliaram os mesmos fatores de risco cardiovascular, praticamente todas elas (de um total de 11 existentes) incluíram apenas estudos que duraram 6 meses ou mais.

É claro que alguém pode dizer: “Mas existem mais estudos individuais que testaram os efeitos das dietas low-carb, e por isso também terão mais estudos de médio e longo prazo (6 meses ou mais)”. Isso realmente é verdade. Entretanto, de forma alguma invalida o fato de que os estudos com dieta low-carb possuem maior duração. E isso é um ponto importantíssimo, porque quanto maior a duração de estudos de intervenção (ensaios clínicos), maior será sua capacidade de determinar relações de causa e efeito.

Assim, o simples fato de haver (muito mais) estudos de médio e longo prazo — 6 meses ou mais — para as dietas low-carb, enquanto que não existem estudos com essa mesma duração para a dieta DASH, fortalece muito o poder de evidência para esse primeiro tipo de dieta.

Mesmo assim, qual é a primeira coisa que muita gente diz ao ver uma meta-análise (que incluiu diversos estudos individuais) que demonstra benefícios de dietas low-carb no médio ou longo prazo? “Ah, mas 6 meses, ou até mesmo 1 ou 2 anos, não é tanta coisa assim. Mais estudos de longo prazo precisam ser conduzidos para que se tenha certeza sobre a efetividade ou segurança das dietas low-carb” [5].

Enquanto isso, o que as pessoas vão falar da dieta DASH? “Nossa, que resultados interessantes! A dieta DASH realmente parece reduzir o risco cardiovascular”. Mesmo considerando que os estudos incluídos na meta-análise são, no máximo, de 6 meses de acompanhamento.

E por que isso acontece? Porque algumas práticas incluídas nas dietas low-carb vão contra o senso comum e o conhecimento popular, além de normalmente incluírem alimentos e nutrientes que, historicamente, foram condenados por fazerem mal à saúde: muita gordura total, gordura saturada, proteína de origem animal etc. Porém, apesar de fortemente recomendar o consumo de vegetais e hortaliças, essa parte normalmente é ignorada por aqueles que não querem concordar ou são contra as dietas low-carb

Por outro lado, a dieta DASH aconselha a ingestão de alimentos e nutrientes que, ao longo dos anos, foram considerados mais “saudáveis”: frutas, hortaliças, carnes magras, leite desnatado etc. Além disso, há recomendação para redução de colesterol, gordura total e gordura saturada na dieta, com aumento de alguns nutrientes mais específicos como potássio, cálcio e magnésio.

A dieta DASH é inclusive ensinada em instituições de ensino superior, para estudantes de graduação em Nutrição. Eu aprendi sobre essa dieta na universidade. E as dietas low-carb? Na universidade? Nada, nada, nada...

O mais intrigante talvez seja o fato de que ambas as dietas recomendam fortemente o consumo de vegetais e hortaliças, o que, obviamente, é positivo para ambos os lados.

Mas o objetivo aqui não é criticar a dieta DASH; ela foi apenas o “bode expiatório”.




As pessoas muitas vezes só enxergam o que querem enxergar, ou acreditam no que querem acreditar. Viés de confirmação.

Dois pesos e duas medidas?




Referências

1. Lai M, et al. You are what you eat, or are you? The challenges of translating high-fat-fed rodents to human obesity and diabetes. Nutr Diabetes. 2014;4:e135.

2. Siervo M, et al. Effects of the Dietary Approach to Stop Hypertension (DASH) diet on cardiovascular risk factors: a systematic review and meta-analysis. Br J Nutr. 2014 [Epub ahead of print].

3. Zemel MB. Dietary pattern and hypertension: the DASH study. Dietary Approaches to Stop Hypertension. Nutr Rev. 1997;55(8):303-5.

4. Vogt TM, et al. Dietary Approaches to Stop Hypertension: rationale, design, and methods. DASH Collaborative Research Group. J Am Diet Assoc. 1999;99(8 Suppl):S12-8.

5. Nordmann AJ, et al. Effects of low-carbohydrate vs low-fat diets on weight loss and cardiovascular risk factors: a meta-analysis of randomized controlled trials. Arch Intern Med. 2006;166(3):285-93.



20 comentários:

  1. excelente! sopro de inteligencia e conhecimento em meio aos blogs/instas/etc de nutricionistas que vejo por ai...
    pra vc ter uma idéia, eu sigo uns instas de nutricionistas infantis...e post sobre o absurdo que é dar refrigerantes à bebes...claro, correto...mas advinha por que? pelo PH! e não pela açúcar e tantas outras coisas. Não resisti e disse que era um MITO...e colei links do que vc postou aqui.

    abraços e mais uma vez parabéns

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    1. Muito obrigado, Leonardo!

      Sempre um prazer compartilhar informações e reflexões sobre alimentação e nutrição, principalmente em meio a tantos absurdos e coisas sem sentido, como você mesmo exemplificou (esse do pH é um dos mais chatos)!

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  2. boa noite achei o seu blog atraves do dr souto gostei muito do seu blog queria que me tirasse uma duvida a minha dieta low carb esta assim Gord 318,78 Carbs 20,52 Prot 116,92 Cals 4154
    ja agradeço a atençao

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    1. Olá, Anônimo.

      Tirar que dúvida? Se está boa? Se estiver funcionando pra você, provavelmente está 'boa' sim. Lembrando que 'bom' é sempre relativo; o que pode dar certo pra você não necessariamente vai dar certo pra mim.

      Por outro lado, não sei quem é você, se é homem ou mulher, sua idade, seus hábitos... Não sei os alimentos que está ingerindo. Então é muito difícil fazer qualquer tipo de avaliação minimamente precisa. De qualquer maneira, recomendo uma coisa: não se preocupe com números, mas sim com a qualidade dos alimentos que está consumindo.

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    2. Meu nome Mauricio 31 anos 118 kilos altura 1.74 eu como 6 ovos, 200 gramas bacon ,meio abacate grande frango desfiado 50 gramas , 2 pedacos de carre com muita gordura , torresmo, leite de coco caseiro 800 ml , farinha de coco integral adocante sucralose liquido , verduras eu como uma vez por dia , 2 colheres de creme de leite , manteiga 2 colheres ,banha de porco para fritar tudo isso por dia. Obrigado pela atenção um abraço !

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    3. A minha duvida e se atrapalha meu emagrecimento ? Pois Sou sedentário trabalho sentado a noite 1 dia sim e outro não

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    4. Oi, Maurício.

      Primeiro, não recomendo o consumo de adoçante artificial pra ninguém, nem mesmo sucralose. Considerando as suas características individuais, uma dieta low-carb provavelmente é sim a melhor estratégia que você pode adotar nesse momento, então por esse motivo você está a princípio no caminho certo.

      Porém, ressalto: só porque reduzir carboidratos, e consequentemente aumentar o consumo de gorduras é positivo, que você pode ou deve consumir gordura de forma irrestrita. Por exemplo, não faço ideia em que momento e em que alimentos você adiciona as 2 colheres de creme de leite e as 2 colheres de manteiga nas suas refeições. Além disso, também não sei o quanto de banha de porco você utiliza para preparar seus alimentos. E por que estou dizendo isso? Porque consumir gorduras naturalmente presentes nos alimentos, como no caso do abacate, do coco, das carnes, é uma coisa, consumir um "excesso" de gorduras adicionadas é outra. Das gorduras adicionais, consuma realmente só aquilo que for necessário.

      Outra consideração: 200 gramas de bacon, todos os dias, é muita coisa. No caso desse alimento, assim como de qualquer outro alimento NATURALMENTE rico em gordura, o problema não é a gordura. No caso do bacon o problema são os aditivos presentes nele e a forma de preparo. Todas as carnes grelhadas, incluindo o bacon -- que imagino que você prepara na frigideira --, produzem uma série de substâncias potencialmente tóxicas quando preparadas dessa forma, que podem aumentar inclusive o desenvolvimento de câncer. Então, juntando o bacon e todas as outras carnes que você come -- imaginando que boa parte delas, senão todas, são preparadas grelhadas numa frigideira --, eu diria que o seu consumo de carne é aparentemente alto. Sem contar os ovos, que eu também não sei se você os prepara mexidos ou cozidos, por exemplo. A maioria das pessoas os fazem mexidos, ou seja, mais uma vez um alimento proteico exposto a elevadas temperaturas durante o processo de preparo. Eu recomendaria trocar o bacon por outros cortes de carne e, sempre que possível, preparar essas carnes de forma mais "amigável", ou seja, com temperaturas mais baixas, como carnes cozidas ou assadas -- pra qualquer que seja o tipo de carne.

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    5. (Continuação...)

      Outra questão. Você aparentemente come poucos vegetais. Para qualquer pessoa, o consumo de vegetais (verduras e legumes) seria recomendado em pelo menos duas refeições ao longo do dia. E de forma bem caprichada. Coma realmente o "máximo" que puder. Couve, brócolis, agrião, tomate, cenoura, beterraba, couve-flor, rúcula, espinafre, abobrinha, berinjela, cebola, chuchu, pepino, pimentão, repolho, vagem etc. Coma de tudo.

      Entenda que, por questões éticas, não posso realizar consultas pela internet. Essas são breves recomendações que serão interessante para qualquer pessoa. Cada indivíduo é um ser único, e seria necessário conversar com você pessoalmente para ter todos os seus dados de saúde, preferências, hábitos etc. antes de fazer qualquer tipo de orientação realmente direcionada a você.
      E lembre-se: só porque reduzir carboidratos e aumentar gorduras é bom, isso não quer dizer que ir ao extremo nesses dois casos é a melhor coisa do mundo. Vá experimentando aos poucos e encontre aquilo que se encaixa melhor pra você. Se uma dieta muito low-carb pode funcionar agora, talvez daqui a alguns meses ou anos não funcione da mesma forma. A experimentação é sempre muito importante.

      Nunca se esqueça, antes de tudo, prezar pela qualidade dos alimentos. Qualitativamente, qualquer adoçante artificial é uma PÉSSIMA opção. Dependendo da marca do creme de leite e da banha de porco, por exemplo, você pode até ter melhores opções, do ponto de vista qualitativa, do que as que você consome atualmente. Para ter certeza, basta ler o rótulo desses (e de todos) alimentos e verificar a lista de ingredientes. Para que um produto tenha qualidade, a regra geral é: quantos menos aditivos, melhor. Isso vale, é claro, para alimentos que contêm rótulos. Carnes, ovos, frutas, vegetais, castanhas, nozes e sementes naturalmente estarão isentos de aditivos, e por isso sempre são, a princípio, alimentos de alta qualidade.

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  3. (Continuação...)

    No seu caso, jamais deixe de dormir bem. Procure sempre reduzir ao máximo o estresse e realizar atividades de "relaxamento" antes da hora de dormir. O sono é extremamente importante para que qualquer objetivo seja alcançado, principalmente a perda de gordura corporal.

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  4. Muito obrigado pela atenção ! Vou usar suas dicas

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  5. João....

    Vc fez um tratado sobre alimentação e desmistificação da alimentação paleo pra iniciantes (muitos acham que paleo é simplesmente encher a burra de creme de leite e bacon) em 1 lauda.
    MUITO BOM!

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    1. Obrigado, Leonardo! Apesar de não falar especificamente sobre Paleo, acho que realmente pode ser extrapolado nesse sentido. Provavelmente o que eu escrevi, como era o intuito inicial, pode ser aplicado a qualquer área da Nutrição.

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  6. Olá joão;

    Em um dos comentários vc disse sobre o preparo de carnes e ovos, quer dizer se eu fizer um bife ou um frango grelhado não é recomendável sendo a melhor opção consumir cozido ou assado? e se eu consumir grelhado mais mal passado seria ruim da mesma forma? e no caso dos ovos, qual seia a melhor forma de preparo?

    Obrigado

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    1. Olá, Hugo. Primeiramente, obrigado pela leitura.

      Do ponto de vista da formação de aminas heterocíclicas, que seriam os compostos potencialmente cancerígenos -- formados principalmente nas carnes --, tanto o tempo de cocção mais prolongado como elevadas temperaturas contribuem para sua formação. Por isso, as carnes cozidas são sim as melhores opções, seguidas das preparações assadas e depois as grelhadas. Ou seja, as temperaturas mais elevadas, mesmo com menor tempo de cocção, normalmente geram mais compostos potencialmente prejudiciais. Especificamente em relação às carnes grelhadas, se você fizer elas mal-passadas a formação de aminas heterocíclicas será sim menor.

      De qualquer maneira, existem duas formas de reduzir consideravelmente os possíveis efeitos prejudiciais das aminas heterocíclicas e outras substâncias potencialmente prejudiciais formadas durante a cocção (principalmente em elevadas temperaturas), como os produtos finais da glicação avançada. A primeira delas é utilizar ervas e temperos durante o preparo das carnes, seja durante a cocção ou, melhor ainda, antes disso -- como numa carne marinada, por exemplo. A segunda forma de reduzir esses possíveis efeitos deletérios é através do consumo de vegetais junto das carnes, o que é de costume da maior parte das pessoas que possuem dietas saudáveis.

      Sobre os ovos, a melhor forma, no sentido de prevenir a formação desses mesmos compostos potencialmente prejudiciais, também seria a cocção em água -- ou seja, pochê ou cozido. Porém, mesmo os ovos mexidos talvez não sejam muito problemáticos, justamente porque seu preparo é mais rápido do que o de qualquer carne. Além disso, existe uma vantagem no preparo de ovos mexidos: o menor tempo de cocção preserva de forma mais eficiente a estrutura dos lipídeos contidos na gema, o que é extremamente positivo.

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  7. Boa noite João

    E qual seria as melhores ervas e temperos a se usar na cocção desses alimentos??

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    1. Não tem "melhores". Use de acordo com o seu gosto: alecrim, manjericão, salsa, cebolinha, coentro, noz moscada, páprica, açafrão, orégano etc.

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    2. Além desses eu gosto bastante de usar como tempero a pimenta do reino uso a verde a branca e a preta, seria benéfico tbm para esse fim? dizem que a pimenta do reino pode fazer mal para o intestino, dizem ser indigesta, porém procurei pela internet e nunca vi nenhum estudo que comprova o que diz a sabedoria popular, sabe de alguma coisa sobre, se realmente pode trazer algum malefício?

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    3. As pimentas provavelmente também ajudariam. Pode consumir a pimenta do reino com tranquilidade; ela dificilmente vai trazer problemas!

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    4. Vlw João e parabéns pelo blog

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